<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400</id><updated>2012-01-02T23:12:00.526+01:00</updated><title type='text'>Vento Agreste</title><subtitle type='html'>Vivo no alto de um monte. Por tecto tenho o imenso céu azul. O vento sopra cortante, frio, forte. Traz-me notícias do norte. Leva os meus sonhos para sul.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-1871969678962455238</id><published>2008-11-01T09:45:00.005+01:00</published><updated>2008-11-01T15:44:32.992+01:00</updated><title type='text'>O lado oculto da Lua</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZZSi02uccrc&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pink Floyd - Brain damage / Eclipse (The Dark side of the Moon) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elizabeth Wilde...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Diz-vos alguma coisa?&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, não se trata do nome de algum familiar ou descendente do grande escritor Oscar Wilde. Aliás, tanto quanto vim a descobrir quando investiguei sobre o assunto, estamos perante um apelido muito comum em terras de Sua Majestade. A propósito de Sua Majestade: pois é, Elizabeth, a segunda rainha daqueles domínios com esse nome, tendo sido a primeira uma Tudor, filha da Ana Bolena e do Rei Henrique VIII, que acabou por mandar decapitar esta sua segunda esposa, depois de a ter mantido presa na Torre de Londres...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, a verdade é que esta Elizabeth Wilde não tem nada a ver com os Wilde da Irlanda, muito menos com os Tudor e menos ainda, se possível, com as Bolena, porque... bem, porque a pessoa que tem estes dois nomes em documentos legais, como o B.I., o NIF e a Carta de Condução, é esta vossa amiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Podem pasmar de espanto!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para meu imenso embaraço, como podem calcular, o meu nome completo (que só uso mesmo para fins oficiais, quando a isso sou obrigada) é: Mafalda Elizabeth Wilde Coimbra. É um horror, eu sei. Por favor, sendo meus amigos, não comentem sobre esse facto que tanto me desagrada.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imaginem-me com ar "enfiado" e a responder em voz baixa, para logo ter que repetir mais alto porque, do outro lado, invariavelmente, quem perguntou não percebeu à primeira, a dizer a uma autoritária funcionária pública que, literalmente, grita:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- NOME COMPLETO!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(BRRRR!!! que raiva!)...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas porque vos estou a revelar esta verdade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque acho que devo, para bem da lealdade que tenho para convosco, e da minha consciência, dizer-vos, de uma vez por todas, que, em termos de filiação, metade de mim é inglesa...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém é perfeito, não é assim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois eu tenho que carregar este fardo durante a minha vida e, pior do que isso, transmiti-lo nos genes aos meus descendentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas chega de suspense, e vamos a contar a história depressa, para depois não mais se falar sobre o assunto:&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como devem saber, perdi os meus pais num trágico acidente de viação. O que a grande maioria de vós não sabe é que a minha mãe se chamava Anne Wilde. Mais propriamente, Anne Saint-John Wilde mas, tal como eu, apenas usava o primeiro e o último nome.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em criança, com a curiosidade e persistência própria da idade, muitas vezes fiz perguntas directas, que agora percebo tenham sido extremamente embaraçosas de responder pela minha querida avó Luísa, relativamente aos meus familiares do lado materno. Entre as respostas que ela me foi dando ao longo dos anos (mais tarde já mais abertamente, embora eu sempre tivesse sentido que, com toda a razão, o assunto lhe era extremamente confrangedor) e algumas conversas que fui "apanhando" entre a avó e a Madalena, consegui juntar as peças do puzzle e chegar ao que passo aqui a resumir:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O meu pai, licenciado em medicina pela Universidade de Coimbra, foi fazer o internato para a especialidade de neurocirurgia num conhecido hospital de Londres.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na rua onde morava, quase em frente, vivia também uma jovem estudante de Artes, que se tinha deslocado para a capital para frequentar a Faculdade. Vai na volta, conheceram-se e apaixonaram-se (acontece, pois é, eu sei!...).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O pior é que a minha avó materna - Marion de seu nome, como a bem-amada do lendário Robin Hood (não Marian ou Marianne, como qualquer plebeiazita), nunca aceitou aquele namoro, tendo chegado ao ponto de dizer à minha mãe, quando soube da intenção do jovem casal, de "juntar os trapinhos" que, se isso acontecesse, e a minha mãe teimasse em ligar-se, através de laços matrimoniais, àquele homem do Norte de África, ou do Sul da Europa, ou lá o que era, nunca mais a consideraria como filha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Viúva há alguns anos, a avó Marion tinha-se esquecido que, ela própria, uma Saint-John, tinha casado por amor, contra a vontade da família, com alguém vários degraus abaixo na escala social, o meu obscuro avô Christopher Wilde (porque não fazia parte do círculo de gente considerada "de linhagem" na preconceituosa sociedade de York).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Adiante: os meus pais decidiram que o amor que sentiam um pelo outro era mais importante que tudo o resto e vieram viver para Portugal, onde casaram e ficaram aqui no casarão, com a avó Luísa e o avô Augusto. Algum tempo depois nasci eu... e morreram quando ainda não tinha completado dois anos, razão pela qual não tenho deles qualquer memória, a não ser a que fui construindo a partir das fotografias que vi centenas de vezes e de algumas recordações partilhadas pela avó Luísa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tanto quanto pude apurar, nunca mais foi trocada uma palavra entre a minha avó inglesa e a minha mãe, nem sequer quando eu nasci, apesar de ela ter sabido, sem dúvida, do acontecimento, através da minha tia Emma com quem, ao que parece, a minha mãe sempre foi mantendo contacto por escrito. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Segundo a avó Luísa, estiveram presentes no funeral de meus pais a avó Marion, o tio William e a tia Emma, que desapareceram sem deixar rasto, rumo a Harrogate, (a cidade do Yorkshire em que habitavam na altura, terra de gente nobre, ou, pelo menos, endinheirada) imediatamente após a cerimónia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No fundo do meu ser, lamento não  ter tido oportunidade de conhecer ninguém daquele lado da família. Sim porque, afinal, eu ainda tenho uma família, que desconheço: quem sabe se uma avó viva, tios, primos... enfim... infelizmente apenas consanguinidades! Mas se eles nunca quiseram saber de mim, também não é agora que vou procurá-los!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Meus queridos Pais! Em relação a eles, pelo contrário, sinto uma tristeza infinda por não os ter conhecido e pelo fim trágico que teve a sua vida!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Do meu pai, Luis Filipe, a minha avó falava frequentemente. Contava, e recontava, histórias das suas traquinices enquanto criança e das "ralações" que lhe deu, durante os tempos de estudante em Coimbra. Da minha mãe, só soube pela avó Luísa que era muito bonita, com uma bela figura e uns lindos olhos claros. Ainda de acordo com a avó, tinha uma voz muito doce e tendia a falar em tom baixo... como se quisesse passar despercebida, numa reunião de amigos, como numa conversa estritamente com os de casa. Vejo, pelas fotografias, que também tinha um belo sorriso, embora não consiga perceber se nela era uma constante ou se apenas o usava nos retratos!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas chega desta história triste!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vou agora passar a falar-vos dos nossos planos para o "casório". Então é assim:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A data já está marcada: dia 8 de Dezembro, pelas 12h30m&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O local: a capela aqui da quinta, onde os meus pais, e outros meus antepasssados do lado paterno, também fizeram os votos e onde eu fui baptizada.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Padrinhos:&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;- do lado do Gervásio: o Rodrigo Rodrigues (Fernandes, na realidade) e a Teresa Sofia (ambos sem qualquer comentário meu, como é óbvio)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- do meu lado: os mesmos que irão apadrinhar a nossa criança que há-de ser: a Maria Carvalhosa e o Rui Fernandes&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convidados: para além da família directa dos meus padrinhos, o Luis Fernandes (irmão mais novo do Rui e do Rodrigo) e respectiva família: esposa e dois filhos; o meu primo José (do lado da família que tem origem em Marco de Canavezes - primo direito e grande amigo do meu pai) e os seus quatro filhos, dos quais destaco a minha prima Susana, da minha idade, filha mais velha e minha companheira de férias aqui, nas cercanias de Carrazedo de Montenegro, desde pequenina até aos tempos de faculdade, em que ela foi estudar para Lisboa e eu para Espanha. Como é natural, ela arranjou namorado e um grupo de amigos com quem passou a ir de férias de Verão. Tenho muitas saudades dela e vai ser óptimo revê-la! Depois, apenas do meu lado virão alguns bons amigos, como a Ana Cristina, a Teresa, o João e, como não poderia deixar de ser, o meu companheiro de viagens e aventuras: o Nacho, de Salamanca. Para minha dor, apenas o meu grande amigo Manuel, que se findou há uns meses, não poderá estar presente. No entanto, se for verdade que existe uma vida para além desta, e que nos é possível viajar entre os dois mundos, embora invisíveis quando já partimos, tenho a certeza de que o Manuel estará junto a mim, partilhando da minha alegria... e eu sentirei que ele está por perto!&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;Será uma cerimónia simples e muito restrita, como podem constatar. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Imagino que, por essa altura, vá estar um frio de rachar aqui na serra mas, tendo em conta a excelente ementa que estamos a pensar para o almoço, bem regada por criteriosamente escolhido vinho do Douro, (tarefa a cargo do Gervásio) não me parece que os convidados venham a pedir o livro de reclamações!...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E fico-me por aqui. Espero ainda voltar ao blogue antes da data aprazada mas, tendo em conta os muitos afazeres e a preparação do evento, não prometo nada... para não faltar!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que importa é que vos vou ter no coração, meus amigos, de quem tenho recebido tanto apoio e provas de amizade!&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Até lá... sejam felizes, como eu desejo sê-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-1871969678962455238?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/1871969678962455238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=1871969678962455238' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/1871969678962455238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/1871969678962455238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/10/o-lado-oculto-da-lua.html' title='O lado oculto da Lua'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-6907153634689323392</id><published>2008-10-22T17:57:00.015+01:00</published><updated>2008-11-01T18:18:14.862+01:00</updated><title type='text'>A primeira "eco"</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xCFEk6Y8TmM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xCFEk6Y8TmM&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como vês, Mafalda, está tudo bem. Não vejo qualquer necessidade de fazer a amniocentese", disse a Ana Cristina, minha colega obstreta, que logo me apeteceu abraçar e beijar.&lt;br /&gt;Em vez de ser eu a fazê-lo, senti um beijo na testa... longo e meigo... era o "pai babado", pois é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para casa a cantar "La Donna e mobile", ao desafio com Pavarotti... (risos) como se fosse possível! Não é que o Gervásio não tenha uma excelente voz e não se esforce (sobretudo nas notas mais altas!.. pronto, pronto, já não rio mais - por agora - prometo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E não é que a menina é mesmo linda?" pergunta-me o Gerbas (como lhe chama o Rui) ainda &lt;em&gt;emproado&lt;/em&gt; de Pavarotti... tenho que voltar a rir, afinal. Às gargalhadas, desta vez. "Tu e a tua mania de que há-de ser uma menina... por acaso lhe conseguiste ver o sexo? Nem a Ana Cristina se atreveu a arriscar... para não errar... mas tu, meu querido, tens a certeza de que é uma rapariga... até porque não detectaste qualquer protuberância entre as perninhas da criança, não é assim? Quanto a ser linda, aí estou de acordo contigo... qualquer feto de 12 semanas é de uma beleza inimitável... mas só pelo facto de se tratar de um ser vivo que germina dentro de nós... não mais do que isso!" mais risos, inevitavelmente. Desta vez, em coro... afinado, para variar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando parámos o carro, após a longa e bem-disposta subida para o monte, disse-me: "Espera aí! Não saias ainda" (lembrei-me logo daquela canção da Bethânia ("&lt;em&gt;e eu, como era de costume, obedeci&lt;/em&gt;" mas, agora, contive o riso).&lt;br /&gt;Eis senão quando deu a volta, abriu a porta e pegou-me ao colo. Foi assim que entrámos em casa, como num filme, quando os recém-casados, finalmente livres dos convidados, entram num espaço só seu e gritam em uníssono: "enfim sós!". Demais!... demasiado cinéfilo para ser verdade... mas foi. Isto e o resto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despejada que fui, cuidadosamente, no sofá da sala, o meu amado ajoelha-se junto a mim, mete a mão ao bolso e saca de uma caixinha que, mais uma vez, tal como nos filmes, só podia conter um &lt;em&gt;anel de noivado.&lt;/em&gt; Aqui, ía-me engasgando para suster o riso. Mas consegui... e lá saíu, dos seus lábios, a esperada frase: "Casas comigo, Mafalda?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abracei-o, muito, de tão incapaz que me sentia de balbuciar qualquer palavra (pelas mais variadas razões... sendo a principal a vontade de rir, que só a muito custo conseguia conter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados uns momentos, e uma vez que eu não lhe largava o pescoço, quase o sufocando, o Gervásio enervou-se: "Então? a resposta é para hoje?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim", consegui responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, é para hoje... ou sim, casas comigo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ambas" respondi, soltando finalmente o riso, que não conseguia mais aguentar. Beijei-o de seguida, para lhe provar que não estava a brincar, apenas extremamente divertida e bem-disposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos fazer a lista?" perguntou ele, de imediato, levantando-se como se estivesse ajoelhado sobre uma mola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lista de convidados, amor? Mas ainda nem falámos em data, nem local... tem que ser tudo assim a correr?" atrevi-me a perguntar, agora já um pouco cansada de tanta excitação em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, meu amor. A lista de convidados é fundamental. A data... hum... assim que a burocracia o permitir... não quero a minha noiva com a barriga ao pé da boca!!! quanto ao local... parece-me óbvio que seja aqui mesmo, na capela da tua casa... este lindíssimo casarão onde te descobri numa noite de vendaval!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava rendida. Tinha mesmo que ser assim. Com o Gervásio, uma vez dito, estava decidido. Para mim, aproximava-se agora a parte mais difícil: a famosa &lt;em&gt;lista.&lt;/em&gt; Era certo que iríamos passar o jantar e uma boa parte do serão a decidir quem iriam ser os padrinhos e se eu deveria, ou não, convidar a minha família de Inglaterra, afinal os meus parentes mais chegados, através de laços consanguíneos, embora não tivesse, para com eles, qualquer sentimento de afecto... enfim!... como não se fartava de repetir o parvo do Castelo-Branco "noblesse oblige"... "ou não" , digo eu...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Voltarei com notícias em breve. Agora tenho mesmo que ir descansar um pouco antes do jantar e da controversa &lt;em&gt;batalha &lt;/em&gt;que pressinto estar para aí a formar-se.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Beijos, meus amigos blogoesféricos, para quem escrevo como quem o faz para um diário, com a diferença de que é certo e sabido que, desse lado, alguém amigo me lê e responde.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-6907153634689323392?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/6907153634689323392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=6907153634689323392' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6907153634689323392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6907153634689323392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/10/primeira-eco.html' title='A primeira &quot;eco&quot;'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-6017245130675437461</id><published>2008-10-15T16:43:00.007+01:00</published><updated>2008-10-15T18:49:22.074+01:00</updated><title type='text'>Nas tuas Palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SPYTWD8e99I/AAAAAAAAAMw/w_KaMyZPreM/s1600-h/trovador.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257410884738676690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SPYTWD8e99I/AAAAAAAAAMw/w_KaMyZPreM/s400/trovador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;O meu amigo &lt;a href="http://psdecarvalho.multiply.com/"&gt;Paulo de Carvalho&lt;/a&gt; , a partir de um comentário que fiz ao seu poema "Movimento a um tempo de pausa", transfomou as minhas palavras, em prosa corrida, em algo que me atrevo a considerar, com esta nova estrutura, uma tentativa poética. Aqui reproduzo, com muito carinho, o novo arranjo com que ele me brindou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa do alto do monte&lt;br /&gt;[apesar do vento agreste&lt;br /&gt;os teus versos ecoam&lt;br /&gt;- memórias de lendas antigas&lt;br /&gt;chegam-me os sons de cordas tocadas&lt;br /&gt;[por bardos e menestréis&lt;br /&gt;em alaúdes e bandolins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas tuas palavras soam...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;as mais lindas baladas que algum trovador já cantou.&lt;br /&gt;Contigo, regresso a um passado imaginário&lt;br /&gt;[onde, no intervalo das danças&lt;br /&gt;bobos da corte exibem&lt;br /&gt;- acrobacias&lt;br /&gt;os cavaleiros bebem&lt;br /&gt;- doces néctares&lt;br /&gt;e as damas sorriem&lt;br /&gt;- e murmuram disfarçando contidos pudores&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e abanando os leques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Paulo (assim até parece que sou um "bocadinho" poeta...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-6017245130675437461?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/6017245130675437461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=6017245130675437461' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6017245130675437461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6017245130675437461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/10/nas-tuas-palavras.html' title='Nas tuas Palavras'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SPYTWD8e99I/AAAAAAAAAMw/w_KaMyZPreM/s72-c/trovador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-2377632133213842130</id><published>2008-09-22T00:47:00.011+01:00</published><updated>2008-09-22T03:09:25.167+01:00</updated><title type='text'>Estou de "Esperanças"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248634382690101202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SNblKaAlJ9I/AAAAAAAAAMo/y2xcmCAolXE/s400/Maternidade_Picasso.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Picasso&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;Maternidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É mesmo! Estou grávida de oito semanas. Ainda nem acredito! O Gervásio, então, não cabe em si de contente!... Diz ele que nunca tinha pensado em ter filhos... até me ter encontrado (dá cabo de mim com mimos, este homem!). Eu, pelo contrário, sempre quis vir a ter filhos, constituir uma família, mas nunca pensei que tudo acontecesse assim tão rapidamente. Pensando bem, ainda há pouco mais de quatro meses, o futuro pai do meu filho (ele diz que vai ser uma filha... vá-se lá saber porquê!) era um completo desconhecido, de quem eu tinha tinha lido apenas uns textos num blogue, e que o meu amigo Rodrigo descrevia como tratando-se de um homem inteligente, metódico, &lt;em&gt;educadíssimo&lt;/em&gt;, mas totalmente excêntrico e, posso confessá-lo agora, eu imaginava-o meio desaparafusado e um canastrão sem ponta por onde se lhe pegasse!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz o povo, e os meus amigos sabem como eu tenho apreço pela sabedoria popular que "quem feio ama, bonito lhe parece". Será o caso? Não é que isso me importe, verdadeiramente, a não ser pela possibilidade de alguns genes "desengonçados" e "de beleza duvidosa" serem herdados pela minha criancinha, que já tanto amo e imagino que venha a ser bonita como um dia radioso no alto do monte. No fundo, não passo de uma aquariana romântica... Ciência? O que é isso? Uma mulher grávida apenas deseja que o seu bebé nasça são, escorreito, e perfeitavelmente saudável. Inevitavelmente, e por mera coincidência, o mais lindo do mundo, é claro!... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por acaso passará pela cabeça de alguém que uma futura mãe, pelo facto de ser médica (ainda por cima com pediatria por especialidade), pense, nesta altura, de forma diferente de uma cozinheira, de uma engenheira, de uma professora ou de uma camponesa? Desenganem-se! Somos todas iguais... quando se trata da nossa futura cria, terá quer ser perfeita, como é óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade, verdadinha, é que, desde que está comprovada a gravidez, dou por mim, de quando em vez, a olhar de esguelha para as feições do Gervásio, "como quem não quer a coisa", e a pensar: "se saír ao pai, vai ter uns olhos lindíssimos... já se lhe herdar as orelhas... uma operaçãozita plástica é capaz de resolver isso em três tempos... quanto ao resto, não me preocupo, ele tem tudo no sítio." Enquanto estou ocupada com estes pensamentos, esqueço-me de me olhar ao espelho, convencida que sempre fui de que sou bonita... e pronto! (lá vaidade não me falta, não é assim? ... mas se é o que eu sempre pensei, meus amigos... vou estar agora com falsas modéstias para quê? e para enganar quem?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, agora muito a sério, não é tudo tão superficial como estou a querer fazer parecer. Preocupo-me, seriamente, com os aspectos de ordem fisiológica e mental do meu filho. Não desejo para ele que seja uma criança sobredotada (detestaria mesmo que o fosse - só quero que o meu filho tenha um Q.I. considerado normal) mas tremo só de pensar em &lt;em&gt;diferenças&lt;/em&gt; como as provocadas pelo síndrome de down, o autismo ou... fiquemos por aqui. Chegam-me os fantasmas que enfrento, frequentemente, quando pais, de olhar aterrorizado, mudos perante a notícia, ficam a saber que o seu "lindo menino" tem uma doença congénita incurável, ou é portador de um vírus potencialmente fatal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei este post com boa disposição e assim tenciono terminá-lo. Estou feliz como nunca. Dou por mim a cantarolar à toa, a sonhar com crianças a brincar no jardim, sinto-me a mulher mais aventurada do planeta e todas as pequenas coisas do quotidiano que me aborreciam, ou incomodavam, passaram à categoria de "insignificantes", face a este grandioso acontecimento que é o facto de ter, no horizonte de sete meses, a perspectiva da maternidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltarei com novidades, quando as tiver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-2377632133213842130?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/2377632133213842130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=2377632133213842130' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/2377632133213842130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/2377632133213842130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/09/estou-de-esperanas.html' title='Estou de &quot;Esperanças&quot;'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SNblKaAlJ9I/AAAAAAAAAMo/y2xcmCAolXE/s72-c/Maternidade_Picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-278315339536151152</id><published>2008-06-26T19:50:00.005+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:11.128+01:00</updated><title type='text'>A ponta do véu...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SGP3SkVTl5I/AAAAAAAAAMg/GwvlXuTAzN4/s1600-h/vÃ©u+da+noiva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216284691787913106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SGP3SkVTl5I/AAAAAAAAAMg/GwvlXuTAzN4/s400/v%C3%A9u+da+noiva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Foto extraída da net de "Véu da Noiva", Porto Moniz, Ilha da Madeira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rebento se não vos conto. Tenho aguentado este segredo, bem escondidinho, e permanecido silenciosa no blogue, até porque o conteúdo do segredo por revelar me ocupa muito tempo.Tempo de qualidade, é claro, por isso estou hoje doida de contente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembram-se de, num post do início de Maio, vos ter falado de uma visita inesperada?&lt;br /&gt;Pois bem, o "bom gigante" é realmente uma excelente pessoa, uma companhia formidável, um interlocutor com quem não apetece parar de falar, alguém que tem sempre algo de sábio para me dizer e de terno ou espirituoso para tornar radiosos os meus dias mais sombrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me senti atraída por um homem apenas pelo seu aspecto físico. Na realidade, pensando bem, foi sempre pela cabeça que comecei por me interessar por alguém e só depois reparei nos pormenores fisionómicos que, inevitavelmente, intensificavam a atracção. Isto não faz com que a galeria de homens por quem me tenho interessado se pareça com um casting de actores à procura de um papel num filme de terror... nada disso. Significa, isso sim, que não me deixo levar pela beleza exterior, que essa, em primeira instância, nada me diz. Se puder juntar "o útil ao agradável" é claro que o resultado pode ser francamente bom! Não vou aqui tentar descodificar o útil e o agradável, principalmente porque, neste caso específico, teria dificuldade em destrinçar qual dos aspectos é o quê... será uma cabeça prenhe de conhecimentos útil? Sem dúvida! E agradável? O mais possível! Serão uns lábios quentes e generosos úteis? Tendo a afirmar que sim, sem reticências. E agradáveis? Podem sê-lo... e muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, vou-me ficar por aqui. A verdade é que já são 20 horas e, não tarda nada, o meu convidado chega para jantar. Acredito que não ficará zangado com esta inconfidência. Afinal, todos os meus amigos virtuais já andavam preocupados com tanta angústia que parecia ter-se acumulado em mim nos últimos tempos e, creio sinceramente, ficarão felizes ao saber que agora me sinto leve, despreocupada, solta e alegre. Para ele não é novidade e, de certa forma, apesar da sua aparente insuperável timidez , talvez até fique agradado com esta revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos... (contar-vos-ei o que bem entender, quando e se me apetecer!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos com um beijo, meus leitores amigos, sempre tão solícitos, em empatia e compassivos para com a minha vida. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-278315339536151152?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/278315339536151152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=278315339536151152' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/278315339536151152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/278315339536151152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/06/ponta-do-vu.html' title='A ponta do véu...'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SGP3SkVTl5I/AAAAAAAAAMg/GwvlXuTAzN4/s72-c/v%C3%A9u+da+noiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-1545494924174503420</id><published>2008-05-20T21:04:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:11.301+01:00</updated><title type='text'>Retrato de Família</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SDL3CtNXwdI/AAAAAAAAAMY/25xZ8fJARC0/s1600-h/Moldura-Oval01-350.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202492145433821650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SDL3CtNXwdI/AAAAAAAAAMY/25xZ8fJARC0/s400/Moldura-Oval01-350.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo sozinha com um gato. Procuramo-nos, no casarão imenso, única companhia que somos um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de ter um retrato de família, daqueles em que podemos observar, a sépia, a preto e branco ou a cores um conjunto de pessoas, eu incluída, com afinidades consanguíneas como avós, pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos, sogros, cunhados, primos também... daqueles que eternizam um dia festivo e em que, só de olhar, se tiram parecenças e se diz, “que parecida eras com a tua bisavó Matilde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de ter tido uma família, uma família completa, numerosa, que, para além de retratos em conjunto me tivesse deixado, em herança, memórias de partilha, de convívio, de união, em vez do casarão imenso que antes de mim povoaram e onde agora vivo sozinha com um gato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-1545494924174503420?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/1545494924174503420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=1545494924174503420' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/1545494924174503420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/1545494924174503420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/05/retrato-de-famlia.html' title='Retrato de Família'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SDL3CtNXwdI/AAAAAAAAAMY/25xZ8fJARC0/s72-c/Moldura-Oval01-350.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-280130681502990675</id><published>2008-05-11T20:12:00.026+01:00</published><updated>2011-02-01T18:43:48.707+01:00</updated><title type='text'>A visita do bom gigante</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SCePg9NXwcI/AAAAAAAAAMQ/G4qslefodYc/s1600-h/O+gigante++-+de+Goya.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199282091171758530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SCePg9NXwcI/AAAAAAAAAMQ/G4qslefodYc/s400/O+gigante++-+de+Goya.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"O gigante" - pintura de Goya - 1818&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentada no velho e aconchegante cadeirão de verga, com o &lt;em&gt;Nanu&lt;/em&gt; a fazer &lt;em&gt;ron-ron&lt;/em&gt; sobre os meus joelhos, absorta na leitura à suave luz do candeeiro de pé, pareceu-me ouvir bater no vidro da varanda, mas ignorei. Empolgada que estava com aquela parte da estória, poderiam caír raios e coriscos, lá fora, que isso não me faria levantar os olhos do livro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltei a ouvir. Desta vez, pareceu-me, com mais força e maior urgência, enquanto uma voz masculina gritava, repetidamente, uma frase, da qual só conseguia distinguir a palavra "perdido". "Que maçada, alguém que se perdeu com este temporal, descobriu a casa e agora vem aí pedir ajuda", pensei sem, contudo, enfrentar a vidraça da varanda antes de ter acabado de ler aquele parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente a insistência do estranho venceu a minha insensibilidade perante a potencial aflição de um ser humano, levando-me a olhar em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reparei que a tarde, com a abundante chuva que caía, se tinha posto muito escura, apenas iluminada, de quando em vez, pelo lampejo de um relâmpago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como que por um acaso providencial, exactamente naquele momento, um relâmpago iluminou a figura que, do lado de fora, evidenciava claramente querer falar comigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi o homem. Completamente ensopado e desgrenhado pelo vento, gesticulava para que o deixasse entrar e repetia a palavra "perdido", enquanto o ribombar do trovão se sobrepunha ao som da sua voz. O &lt;em&gt;Nanu&lt;/em&gt;, acabado de acordar e receoso do rumo dos acontecimentos, fugiu, literalmente com "o rabo entre as pernas", para dentro de casa, deixando-me sozinha perante o desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assustada, embora tentando não o transparecer, levantei-me para lhe abrir a porta. Assim que o fiz, um gigantesco homem entrou de rompante, dizendo "Desculpe, Sra. Dra., mas com toda esta borrasca, o carro empanou-se-me a uns quilómetros daqui, e tive que percorrer o caminho a pé, debaixo desta verdadeira tempestade, para vir ter consigo. Sabe, eu não uso telemóvel, sou avesso a essas modernices. Só nestas alturas é que percebo a utilidade que poderia ter tido... teria chamado um reboque, por exemplo, que me tirasse daquele atoleiro. A propósito, peço desculpa por estar a sujar-lhe a entrada da varanda com tanta lama e a molhar tudo em volta, pois é...", pareceu notar, só naquela altura, a poça que começava a formar-se em torno dos seus pés, como resultado da água que lhe escorregava gabardina abaixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não se preocupe com isso", consegui balbuciar, embasbacada que estava com o estranho aspecto do sujeito e o ridículo da situação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A Sra. Dra. entenda que eu não queria incomodá-la, muito menos a esta hora e com este tempo, mas assuntos da maior importância levaram-me a procurá-la, e finalmente encontrá-la, apesar de todos os contratempos. Espero que não me leve a mal, ter aparecido aqui assim, nesta figura - devo estar com um aspecto aterrador - mas não podia adiar por mais tempo esta demanda. Felizmente que lá no hospital me souberam indicar onde era a sua casa: sempre a subir a montanha, curvas e contra-curvas, muito cuidado com as bermas que a estrada é apertada e a encosta é íngreme, vai até à aldeia e depois, lá, pergunta pela Casa do Alto do Monte. Toda a gente sabe onde fica. A seguir só tem que subir mais uns dois ou três quilómetros, com mais curvas e contra-curvas, por um caminho de &lt;em&gt;macadame&lt;/em&gt; mas, quando estiver aí a 300m da casa, vê-a logo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interrompi-o, sentindo que, se não o fizesse naquele instante, nunca mais o conseguiria fazer, tal o caudal de palavras por segundo que conseguia debitar, "está bem, não se preocupe, já falamos com mais calma. O importante agora é tirar essa roupa molhada, esses sapatos alagados e secar o cabelo, não vá apanhar um resfriado, que depois degenere em pneumonia, e lá terei eu que entrar ao serviço, logo agora que tenho uns dias de folga", tentei dizê-lo com um sorriso embora, interiormente, continuasse amedrontada com a figura do homem e o inusitado da situação. "Ora dê-me cá o casaco, os sapatos e as meias e sente-se nessa cadeira, com os pés em cima da carpete. Isso mesmo." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi quando se sentou que me olhou de frente e me sorriu. Tinha um belo sorriso, numa dentadura impecavelmente alva, de dentes certos, o pior era o resto... aquela cara como que "esborrachada", as orelhas enormes, tipo "abano", os olhos excessivamente grandes, quase que esbugalhados, a cabeça demasiado bicuda no topo, assente nuns ombros largos através de um pescoço fino, &lt;em&gt;demasiado fino para suportar o peso da cabeça&lt;/em&gt;, ía eu pensando enquanto fui lá dentro buscar um toalhão para ele se secar e umas meias daquelas sem calcanhares, bem grossas, que servem em qualquer pé... até naquelas pirogas sobre as quais ele sustentava o corpo! Outro tipo de roupa para ele se mudar é que não tinha! Ainda que ali existisse vestuário de homem, que não era o caso, nada certamente serviria àquele corpanzil invulgar. O melhor era trazer mesmo uma manta, para ele se agasalhar e não entrar em hipotermia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levantou-se quando voltei, como um cavalheiro faria, enfiou os peúgos de lã, embrulhou-se, o mais que pôde, na larga e grossa manta que lhe havia trazido, e preparava-se para retomar o monólogo quando me antecipei: "agora volte a sentar-se, tente manter-se embrulhado, enquanto vou fazer um chá bem quente, para o ajudar a recuperar da molha. Quer comer alguma coisa?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não quero incomodar, Sra. Dra., mas, na realidade, uma ou duas fatias de pão com manteiga (ou mesmo com queijo, se o tiver), não iriam mal... sabe, isto de ter feito o trajecto aos ziguezagues e debaixo de chuva, deixou-me com alguma fraqueza".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Compreendo", respondi, com um sorriso espontâneo desta feita "e eu vou aproveitar e lanchar consigo, que está bem na hora".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Muito obrigado pela sua gentileza, Sra. Dra., depois irei ao que me trouxe aqui".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Certamente", respondi-lhe já do corredor, com uma pontinha de curiosidade a despontar e o receio a desaparecer, em sua substituição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Regressei com o carrinho de chá bem composto: para além do referido líquido milagroso, trazia um cesto rechado de fatias de pão caseiro, manteiga, queijo, presunto, morcela, doce de laranja e geleia de marmelo. Também trazia um pão-de-ló, quase inteiro, que a Clementina tinha feito durante a manhã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os olhos do homem, já com o cabelo seco após bem esfregado com a toalha mas, inevitavelmente, despenteado, arregalaram-se de gula e, mais uma vez com um sorriso "de orelha a orelha", agradeceu o meu gesto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"De nada, vamos mas é beber o cházinho, enquanto está quente, e comer. A seguir, conversaremos" atalhei antes que ele desatasse a falar com a boca cheia, cena que não me apetecia, de todo, presenciar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminada a merenda, bem saciado que julguei estar o apetite do meu inesperado visitante, decidi tomar as rédeas da conversa e adiantei: "então, conte lá porque veio procurar-me e acabou por perder-se... por estar doente não foi, certamente, já que, segundo me disse, veio do hospital para aqui..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O gigante, que eu já deixara de temer, riu gostosamente. Agora, passada a aflição e reconfortado que estava, em porto seguro, descobriu prazer no propósito de me fazer "roer" de curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Vá lá", insisiti, "nem sequer sei o seu nome nem ao que vem". Podíamos passar à sala, onde já acendi a lareira e está-se mais confortável, agora que a noite caíu por completo e a tempestade não abranda. Aí, poderá contar-me tudo sobre as aventuras que o trouxeram até este ermo agreste".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Obrigado, mais uma vez, Dra. Mafalda" era a primeira vez que mencionava o meu nome, como se já me conhecesse, facto que me fez voltar a estremecer e pensar se não estaria a ser demasiado confiante... sabe-se lá se ele não seria um "serial killer"? sorri, interiormente, pelo absurdo deste pensamento, enquanto, simultaneamente, me perguntava, "e se, pelo sim, pelo não, telefonasse para a GNR para saber se anda para aí algum assassino perigoso à solta?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rapidamente os medos se dissiparam, quando passámos à sala e nos sentámos no sofá frente à lareira que, desde logo, nos invadiu com o calor que libertava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pois bem, estimada Dra., o meu nome é Gervásio, e há muito que a conheço... de longe, é claro... e, acima de tudo, o que é mais curioso, por interposta pessoa..." deteve-se, como que a observar o efeito que as suas palavras provocavam em mim. Verificando que eu permanecia serena, na calma expectativa do que seguiria àquela revelação que nada me trazia à memória, prosseguiu: "na realidade eu vim ter com a Sra Dra. para ver se encontrava o meu mestre e bom amigo &lt;em&gt;Perdido&lt;/em&gt;, de quem não sabemos há algum tempo e que, por razões que não vêm agora ao caso, julgámos ter-se perdido por estas bandas, precisamente pelo bizarro costume que tem de se perder em sítios desconhecidos, com as desculpas mais inconcebíveis, ou sem desculpas, só pelo gosto de se perder. A Sra. Dra. não sabe, mas isto é uma coisa hereditária, que já lhe vem do avô, ou talvez mesmo do bisavô, agora não estou bem certo... na realidade, o nosso comum amigo chama-se Rodrigo Rodrigues e &lt;em&gt;Perdido&lt;/em&gt; é alcunha de família."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ah!" exclamei... pouco certa de saber quem era o tal "comum amigo" Rodrigo Rodrigues... Para disfarçar, perguntei, quase sem me dar conta de que o fazia "quer tomar um porto, Sr...?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Gervásio Leonel, um seu admirador", respondeu de imediato, com aquele sorriso destoante do conjunto, "aceitarei o porto com muito gosto".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Estou feita", pensei. "Agora trouxe o homem para a sala, sentei-o comigo à lareira e vou deixá-lo emborrachar-se de porto até caír para o lado... e a seguir, o que virá? Não tarda nada, estou a abrir-lhe a alma e a falar-lhe dos meus sofrimentos mais íntimos... é so acompanhá-lo num copito ou dois... mas lá que até me apetece... não vou negar. Afinal, depois da partida do meu amigo Manuel nunca mais consegui falar com ninguém... sobre qualquer assunto, mas sobretudo sobre esse... será que me vai dar para aí? Deixemos andar, mas é ... afinal, a vida não é só o que planeamos... ". Dei por mim a rir, bem alto, enquanto descia à garrafeira da avó para ir buscar um bom &lt;em&gt;"vintage&lt;/em&gt;"... "se calhar ainda acabo a noite no sofá, envolta naqueles braços que me dão a volta ao tronco, a dormir tranquilamente... a &lt;em&gt;ronronar&lt;/em&gt; como o &lt;em&gt;Nanu&lt;/em&gt;, se soubesse fazê-lo... é verdade, onde se terá escondido esse malandro?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-280130681502990675?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/280130681502990675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=280130681502990675' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/280130681502990675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/280130681502990675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/05/visita-do-bom-gigante.html' title='A visita do bom gigante'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/SCePg9NXwcI/AAAAAAAAAMQ/G4qslefodYc/s72-c/O+gigante++-+de+Goya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-3315401406406173825</id><published>2008-04-08T18:48:00.015+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:11.522+01:00</updated><title type='text'>Porque afinal existem...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R_uzJNlUlxI/AAAAAAAAAL8/Ul-KfpCq_mk/s1600-h/rosa-sem-espinhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186936366693652242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R_uzJNlUlxI/AAAAAAAAAL8/Ul-KfpCq_mk/s400/rosa-sem-espinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedi à minha amiga Maria Carvalhosa que me emprestasse uma fotografia das suas rosas-sem-espinhos porque, após tão prolongada dor e consequente silêncio, necessitava de recomeçar a escrever tendo por inspiração uma imagem leve, fresca, alegre. Pensei em rosas, mas logo visualizei os seus terríveis espinhos, que ainda sinto cravados bem fundos na pele, a dilacerar a carne, tão recente a sua memória. Foi então que me lembrei das rosas da Maria, dessa raríssima espécie de roseira, tão importante na vida dela e que hoje me apetece aqui evocar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso de dizer que o meu amigo partiu? Não creio. Nem vou falar disso a não ser para dizer que, na última e sentida homenagem, muitos amigos se lhe reuniram, apesar do dia cinzento, chuvoso e ventoso que foi o de ontem, uma das mais escuras e desagradáveis segundas-feiras deste ano. Ele teria gostado de os ver, de comprovar que o afecto não é um sentimento vão, que a amizade verdadeira se mostra em toda a sua plenitude quando quem morre conheceu o seu significado e viveu em função dele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora uma novidade: eu, que não sou de escrever poemas, dei por mim a rabiscar um texto diferente dos meus escritos habituais. Por causa das rosas-sem-espinhos, certamente, saíram-me há pouco as palavras que aqui reproduzo e me atrevo a incluir na categoria poética (sem falsas modéstias, embora também sem pretensões):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Primeiro Beijo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/b&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pela estreita vereda&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;corríamos de mãos dadas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Na quente tarde estival&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;deixávamo-nos embriagar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;pela vasta mescla de cheiros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;a frutos, a flores silvestres,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;e ríamos como loucos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Éramos jovens.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dentro de nós, ao olhar o sol&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;prestes a esconder-se&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;atrás de um pico da serra,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;a vida acontecia como nunca antes,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;e aquele era um momento de euforia,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;de celebração de um sentimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;partilhado, sem palavras, em perfeita cumplicidade.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De repente, à nossa beira,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;amoras negras e maduras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;pediam que as saboreássemos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como resistir?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tu colhias os frutos e,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;com as mãos a ficarem tingidas de roxo,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;depositavas na minha boca ávida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;uma mão cheia do delicioso néctar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eu sorria e o meu sorriso ía ficando da cor das tuas mãos:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Vá, assim não vale, também quero&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ver o teu sorriso de amora".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não te custava satisfazer-me. Eu sei.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Em breve, estávamos repletos de nódoas,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;sujos de poeira, arranhados pelas silvas,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;mas continuávamos a rir como se o mundo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;fosse ficar assim para todo o sempre.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Numa curva do carreiro,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;as rosas amarelas, sem espinhos,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;faziam vergar o arbusto, de tão carregado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;de flores abertas e botões a despontar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Apanhaste um ramo,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;prendeste-mo na trança negra, &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;que, já despenteada, pendia sobre o meu peito&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;do lado esquerdo, mesmo sobre o coração.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sempre sem largarmos as mãos,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;afastaste-te um pouco:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;o suficiente para ver o efeito &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;do adorno com que me enfeitaras.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Disseste "és linda".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eu acreditei.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Puxaste-me, então, para ti.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Encostámos, ao de leve, os nossos lábios &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;pintados de roxo, com as faces a arder&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;e o eco, em uníssono, da emoção a pulsar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-3315401406406173825?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/3315401406406173825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=3315401406406173825' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/3315401406406173825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/3315401406406173825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/04/porque-afinal-elas-existem.html' title='Porque afinal existem...'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R_uzJNlUlxI/AAAAAAAAAL8/Ul-KfpCq_mk/s72-c/rosa-sem-espinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-6612494770395590410</id><published>2008-01-31T05:57:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:12.001+01:00</updated><title type='text'>O meu amigo está doente</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R6FVZP4PnTI/AAAAAAAAAL0/Eqt3Xb2YfXE/s1600-h/munch_el_grito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161500540190825778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R6FVZP4PnTI/AAAAAAAAAL0/Eqt3Xb2YfXE/s400/munch_el_grito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; "O Grito", de Edvard Munch&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho muitos amigos doentes. Por outro lado, muitos doentes são meus amigos e eu sou amiga de todos os meus doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas neste caso é diferente: tenho, mesmo, um AMIGO doente. Ou antes, o meu AMIGO está doente. O pior de tudo é sentir-me impotente para fazer com que ele deixe de o estar. NÃO, digo eu, em silêncio, em voz alta, em quase desespero permanente, não ele, não o meu amigo... por favor, pergunto-me inquieta, desolada, numa amargura profunda, o que posso fazer para ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ter como resposta que não há nada que eu possa fazer. Há-de haver, sem dúvida, algo com que eu possa, de alguma forma, contribuir para que a dor de se saber doente não o torture, para além de lhe aliviar a dor física tanto quanto me é possível. Já fiz de quase tudo: li-lhe versos de Álvaro de Campos, cantei-lhe ao ouvido músicas doces e ternas, tentei fazê-lo rir com memórias de divertidas aventuras passadas juntos, dancei para ele ao som de uma música tradicional das Astúrias, abri o velho piano (um tanto ou quanto desafinado) da avó e interpretei, no que tentei ser o meu melhor, Diana Krall. De vez em quando, consigo que lhe aflore ao rosto um sorriso. Isso é, para mim, felicidade! Infelizmente, dura pouco... muito pouco. Logo, logo, estou sentada à sua beira, a afagar-lhe a testa e o que resta dos seus cabelos, outrora sedutoramente fartos e negros. Beijo-lhe os olhos, seco-lhe os suores e as lágrimas e digo disparates "tonterías, si...", rimo-nos, então, os dois, por um momento, damos as mãos, apertamo-las como se pela primeira vez, e os nossos olhos interpenetram-se até sentirmos que conseguimos atingir a alma um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo está doente. Sou médica, sou humana, sou amiga. Infelizmente não possuo poderes divinos. Noite após noite dou comigo a perguntar: poderá algum deus, se existir, fazer o que não consigo? E. mesmo não sendo crente, será que se eu pedir aos deuses todos, ou a um de tantos que há para escolher, para libertar o meu amigo desta doença, ele me ouvirá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De retorno, oiço o silêncio. Apenas. Pelos vistos, não há respostas para perguntas que não se podem fazer... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-6612494770395590410?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/6612494770395590410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=6612494770395590410' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6612494770395590410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6612494770395590410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/01/o-meu-amigo-est-doente.html' title='O meu amigo está doente'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R6FVZP4PnTI/AAAAAAAAAL0/Eqt3Xb2YfXE/s72-c/munch_el_grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-7129068514470884779</id><published>2008-01-17T17:25:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:12.365+01:00</updated><title type='text'>Ainda, e sempre, Yeats</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4-DhcgdrPI/AAAAAAAAALs/HFooDmQueZE/s1600-h/R47K8goKCEAAAE2GHr41.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4-DhcgdrPI/AAAAAAAAALs/HFooDmQueZE/s400/R47K8goKCEAAAE2GHr41.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156484708973784306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE LOVER TELLS OF THE ROSE IN HIS HEART&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All things uncomely and broken, all things worn out and old,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The cry of a child by the roadway, the creak of a lumbering cart,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The heavy steps of the ploughman, splashing the wintry mould,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Are working your image that blossoms a rose in the deeps of my heart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The wrong of unshapely things is a wrong too great to be told;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hunger to build them anew and sit on a green knoll apart,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With the earth and the sky and the water, re-made, like a casket of gold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For my dreams of your image that blossoms a rose in the deeps of my heart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;W. B. Yeats&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O AMANTE DIZ DA ROSA NO SEU CORAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo quanto é feio, destruído, todas as coisas gastas, velhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o grito de uma criança à beira do caminho, o rangido de uma carroça que se arrasta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesado andar do lavrador , passo a passo sobre o limo invernal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maculam a tua imagem que engendra uma rosa no fundo do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão grande é a mácula das coisas torpes que não pode ser descrita;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha ânsia é tudo reconstruir e sentar-me num verde outeiro solitário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a terra, o céu, a água renovados, como um cofre de ouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os meus sonhos da tua imagem que floresce numa rosa tão profundamente no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4-DYMgdrOI/AAAAAAAAALk/xkO6DCkoh-8/s1600-h/rosa-vermelha+em+fundo+rosa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4-DYMgdrOI/AAAAAAAAALk/xkO6DCkoh-8/s400/rosa-vermelha+em+fundo+rosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156484550059994338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tradução de José Agostinho Baptista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-7129068514470884779?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/7129068514470884779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=7129068514470884779' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/7129068514470884779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/7129068514470884779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/01/ainda-e-sempre-yeats.html' title='Ainda, e sempre, Yeats'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4-DhcgdrPI/AAAAAAAAALs/HFooDmQueZE/s72-c/R47K8goKCEAAAE2GHr41.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-7796454781618999367</id><published>2008-01-06T23:41:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:12.615+01:00</updated><title type='text'>Diga 33!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4FoY8gdrMI/AAAAAAAAALU/ZGhy2xDkgmQ/s1600-h/A+MULHER+DE+TRINTA+ANOS.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152514226456997058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4FoY8gdrMI/AAAAAAAAALU/ZGhy2xDkgmQ/s400/A+MULHER+DE+TRINTA+ANOS.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Uma mulher de trinta anos tem atractivos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer".&lt;br /&gt;Honoré de Balzac in "A mulher de trinta anos" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Aproxima-se, a passos largos, a data do meu 33º aniversário. Não dá para acreditar! Olho para trás e o que vejo? A minha vida feita de pequenos-grandes nadas do passado e minúsculos nadas do presente...&lt;br /&gt;Como posso contentar-me com uma vida dividida entre o hospital (onde me esqueço de mim e me entrego a quem precisa...) e os "meus momentos", na casa do Alto do Monte, cheios de recordações de entes queridos (demasiados fantasmas, eu sei) e um ser humano... - assumamos que sim -,  o meu gato Nanú, por companhia. Os livros, claro, o calor da lareira que me aquece o corpo e um copo de porto que ajuda a aquecer a alma. A música de fundo... sempre... quase sempre a mesma, também! Estarei a envelhecer precocemente por ausência de vida social, de família? Estarei a sofrer as consequências de ter optado pela independência, pela autonomia, por este isolamento de eleição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio interiormente quando me apercebo de que o velho "diga 33" do João Semana e outros médicos, esses reais, do passado, voltou a estar na moda entre os meus actuais colegas de profissão. Eu não aderi, utilizo outros métodos para obter informação idêntica. Porque o "33" lembra-me os anos de vida que vou ter em breve e, honestamente, esse pensamento quase me martiriza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não tenho o que quero? Não sou o que sempre ambicionei? Não tenho a liberdade por que sempre lutei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que tenho e sou essa Mafalda que quis. Agora, que a tenho inteiramente, já não sei se era mesmo o que queria... ah! a dúvida metódica, a recorrente incerteza relativa ao ideal de felicidade (de satisfação, pelo menos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito, (não tenho como não o fazer) que, por vezes, me sinto profundamente triste e só. Chego a ponderar a possibilidade de lamentar as decisões tomadas para a minha vida mas, depois, penso: "também, com o que me foi oferecido, não existiam muitas outras opções"... e tento confortar-me com esse pensamento... de acomodação, de alguém que, demasiado cedo na vida, se rende às evidências e baixa os braços, por falta de ânimo para "fazer acontecer" de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego a chorar:  escondida do mundo, sentada no cadeirão frente à lareira, com o Nanú no meu colo. Pena de mim? Não, não tenho. Não quero nem posso ter. Devo-me a dignidade de não deixar que isso me suceda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto tanto de viver! Gosto tanto das coisas que me rodeiam, do que leio, do que ouço, do que vejo, do que aprecio... será que me falta apenas alguém com quem partilhar? Alguém especial, claro, porque "alguéns" candidatos a isso não me têm faltado! (Por que razão eu, liminarmente, os afasto? Será porque ainda nenhum apareceu com o tal letreiro de "eu sou o especial?") ... deve ser isso! Caramba!... um dia destes sou velha, o Nanú, que também não vai para novo, desaparece, e eu fico mesmo sozinha, nesta velha casa, onde o vento nunca pára de soprar e de fazer-se ouvir nas frestas das portadas e das janelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... amanhã começa uma nova semana! Vou ter muitos doentes com que me ocupar durante todos os dias da mesma e pouco tempo para meditar nesta vida pequena, pobre, só, que escolhi viver! Além do mais... isto pode mudar de repente, não é? Depende, acima de tudo, de mim, da minha vontade de voltar a conviver, a socializar (como dizem por aí...), a mudar de registo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está bem... veremos... tenho que fazer um esforço para saír desta letargia que me leva a fechar-me no meu canto e a recusar novos desafios e oportunidades. Vendo bem as coisas... ainda nem tenho trinta e três... amanhã, segunda-feira, dia 7 de Janeiro de 2008, para provar a mim própria que todos estes medos não passam de um absurdo, vou pedir ao primeiro doente que me apareça no consultório: "diga 33!"... ah,ah,ah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero voltar, em breve, com novidades alegres e interessantes! &lt;em&gt;Trust me&lt;/em&gt;! ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-7796454781618999367?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/7796454781618999367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=7796454781618999367' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/7796454781618999367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/7796454781618999367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2008/01/diga-33.html' title='Diga 33!'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R4FoY8gdrMI/AAAAAAAAALU/ZGhy2xDkgmQ/s72-c/A+MULHER+DE+TRINTA+ANOS.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-6465866749797793060</id><published>2007-12-21T22:43:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:12.768+01:00</updated><title type='text'>Votos de Bom Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2wz9cgdrKI/AAAAAAAAALE/GRVAGO0gi9s/s1600-h/DSCF2486.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146545604895026338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2wz9cgdrKI/AAAAAAAAALE/GRVAGO0gi9s/s400/DSCF2486.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O meu gato Nanu escolheu esta fotografia, da nossa decoração própria da época que atravessamos (com a qual ele tanto gosta de brincar) para que eu aqui viesse deixar aos nossos amigos que passam pelo Vento Agreste os votos de um Bom Natal.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-6465866749797793060?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/6465866749797793060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=6465866749797793060' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6465866749797793060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6465866749797793060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/12/votos-de-bom-natal.html' title='Votos de Bom Natal'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2wz9cgdrKI/AAAAAAAAALE/GRVAGO0gi9s/s72-c/DSCF2486.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-5633412386028925354</id><published>2007-12-16T02:04:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:13.099+01:00</updated><title type='text'>Belos e Malditos - F. Scott Fitzgerald</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2R9VMgdrII/AAAAAAAAAK0/RxenUmiA1Qw/s1600-h/Beautiful+and+Damned.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144374477452061826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2R9VMgdrII/AAAAAAAAAK0/RxenUmiA1Qw/s400/Beautiful+and+Damned.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "The Beautiful and Damned" - F. Scott Fitzfgerald e Zelda interpretados no palco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando prosseguimento ao desafio que corre por aí, passo a citar a 5ª linha, da 165ª página do livro e do autor acima mencionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Deteve-se, lembrando-se de que, quando Anthony partira naquela noite, ela se despira com o ar gelado de Abril entrando pelas janelas."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para citar a epígrafe com que F. Scott Fitzgerald inicia este romance autobiográfico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"O vencedor pertence aos despojos"&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144376384417541266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2R_EMgdrJI/AAAAAAAAAK8/bFUCYljikWY/s400/The+Beautiful+and+Damned.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-5633412386028925354?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/5633412386028925354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=5633412386028925354' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5633412386028925354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5633412386028925354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/12/belos-e-malditos-f-scott-fitzgerald.html' title='Belos e Malditos - F. Scott Fitzgerald'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R2R9VMgdrII/AAAAAAAAAK0/RxenUmiA1Qw/s72-c/Beautiful+and+Damned.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-5573264874111530125</id><published>2007-11-27T19:15:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:13.238+01:00</updated><title type='text'>O estigma da solteirona</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140516719834004818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R1bIuJepfVI/AAAAAAAAAKs/51Lr6vz8z8M/s400/solteirona.bmp" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afirmava a personagem Carrie, interpretada por Sarah Jessica Parker, em "O Sexo e a Cidade", no episódio em que completou 35 anos: "A partir de hoje sou, oficialmente, solteirona" e, dito isto, parecia que o céu tinha desabado sobre a sua cabeça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá que pensar!... Numa sociedade em que a mulher adquiriu, finalmente, o estatuto que lhe pertence, em termos de direitos e deveres, como pode o "estigma da solteirona" continuar a fazer-se sentir de forma tão opressiva e desesperante?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a mulher conseguiu, &lt;strong&gt;de facto&lt;/strong&gt;, a independência a todos os ní&amp;shy;veis, desde o sexual ao profissional e ao económico (os dois últimos intrinsecamente ligados, de resto), desiderato há séculos desejado, por que razão teima em deixar-se envolver emocionalmente em conceitos totalmente ultrapassados, que já não se lhe aplicam, portanto?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou será que esta verdade não é tão verdadeira assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não me sinto solteirona aos 32 e acredito que não irei senti-lo, de repente, como se de um sortilégio se tratasse, aos 35. Nem aos cinquenta!... Isso significaria que estava a renegar tudo aquilo por que gerações e gerações de mulheres (e alguns homens, admitamos) antes de mim, lutaram!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que isto não significa que eu não sinta necessidade de ter um par amoroso ou de vir a constituir família, mas isso pelas razões certas, que são as afectivas, que são as naturais. Pouco ou nada me importam as convenções sociais, decrépitas e obsoletas. Uma mulher não tem que provar ao mundo que é "capaz de agarrar um homem". Ninguém pertence a ninguém. Nenhum homem é mais "gente" do que uma mulher, ou vice-versa. As pessoas devem ficar juntas, e amar-se, de livre vontade, porque querem, porque se sentem bem dessa forma, nunca por imposições externas, jamais para satisfazer a opinião pública.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se, um dia destes, ouvirem dizer que me casei, não fiquem admirados. Sou muito bem capaz de formalizar uma união, dessa forma tradicional, não porque quero deixar de ser "solteirona" mas porque, finalmente, surgiu alguém que quero ter ao meu lado, com quem talvez venha a ter filhos... enfim, não será um D. Sebastião que se materializa junto a mim, numa manhã de nevoeiro... será um homem com quem, conscientemente e fundamentada em razões do coração, pretendo partilhar a minha vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-5573264874111530125?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/5573264874111530125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=5573264874111530125' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5573264874111530125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5573264874111530125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/11/o-estigma-da-solteirona.html' title='O estigma da solteirona'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/R1bIuJepfVI/AAAAAAAAAKs/51Lr6vz8z8M/s72-c/solteirona.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-692415318057271624</id><published>2007-11-07T20:35:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:13.354+01:00</updated><title type='text'>De boas intenções...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizia eu, no post anterior, que iria contrariar o velho ditado e que as minhas (boas) intenções de visitar os sítios dos meus amigos virtuais (e lá comentar), e de aqui vir escrevinhar umas coisitas com maior assiduidade, eram para ser cumpridas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tretas, meus amigos. Tudo tretas. Ao cabo e ao resto, já lá vão praticamente três semanas desde que andei por estas bandas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temas de que falar não me faltam, mas o Juramento de Hipócrates, que faço questão de seguir escrupulosamente, obrigar-me-ia a ficcionar, a alterar substancialmente o que vos contasse, para que não houvesse qualquer possibilidade de quebra de sigilo da minha parte e, em consequência, de identificação de casos reais. Como os meus amigos bem sabem, para isso não tenho jeito. Não sou detentora de dotes de romancista. Nem de poeta. Em ambos os casos, para tristeza minha... porque sou grande apreciadora da arte da escrita. Ai, ai!... Enfim!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resta-me, então, falar de mim, da minha vidinha por vezes tão "sem-graça" (para não dizer "desgraçada", porque não vos quero pôr a chorar - snif, snif, snif... - agora, num arremedo&lt;em&gt; à la Florbela Espanca&lt;/em&gt;: "bem bastam as enchentes dos rios formados pelas minhas lágrimas!"). Uau! Esta deixou-me de rastos! (risos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pronto, já respirei fundo, e agora, ainda a propósito desta profissão pela qual em boa hora optei, tento deixar um pouco de humor, para que a minha passagem de hoje por aqui não pareça tão cheia de coisa nenhuma. (Se não conseguir, talvez desista... sei lá, ou talvez não, sei eu lá disso agora!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, mas vamos à "suposta" piada:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabem o quanto sofriam os meus colegas até ao Séc. XIX, antes de ter sido inventado o estetoscópio?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora apreciem-me bem esta ilustração:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130568509871520690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RzNw4Haye7I/AAAAAAAAAKk/bNY2a4c7xhg/s400/nlm-ausculta.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Caricatura de Draner, pseudónimo de Jules Renard (1833-?) in "Le Charivari: Variations médicales" (1880-1890). Fonte: History of Medicine Division. © National Library of Medicine. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tradução da legenda:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;" Eu achava, doutor, que era nas costas que se auscultava..."&lt;br /&gt;" Para os peitos fracos, sim... mas não é o seu caso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"Deliciosa a vida dos &lt;em&gt;físicos &lt;/em&gt;(prodigiosos ou não) do passado mais remoto!",  pensarão alguns dos meus amigos, olhando apenas o lado sensorialmente agradável da questão...&lt;br /&gt;(seus malandrecos!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta me vou, que se faz tarde, e o estado de "sem-graça" continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="multiply:no_crosspost"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-692415318057271624?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/692415318057271624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=692415318057271624' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/692415318057271624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/692415318057271624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/11/de-boas-intenes_07.html' title='De boas intenções...'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RzNw4Haye7I/AAAAAAAAAKk/bNY2a4c7xhg/s72-c/nlm-ausculta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-4958804908864693487</id><published>2007-10-18T19:15:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:15.192+01:00</updated><title type='text'>Porque também há o rio!...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeAu1nxuNI/AAAAAAAAAIo/4RKedyGZlQA/s1600-h/TÃ¢mega+-+Chaves.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122704643313481938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeAu1nxuNI/AAAAAAAAAIo/4RKedyGZlQA/s400/T%C3%A2mega+-+Chaves.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É isso mesmo. Por muito que o trabalho nos ocupe não podemos deixar que seja a única razão da nossa existência. É comum pensar-se que os "trabalhólicos" só o são porque não conseguem descortinar outras fontes de interesse. Nesse caso, atribui-&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeOFFnxuYI/AAAAAAAAAKA/kL-LxZewmlo/s1600-h/VA2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;se-lhes alguma tacanhez intelectual, falta de imaginação, inépcia, ausência de sensibilidade. Em alternativa, levam um rótulo de pessoas de fraca personalidade e temperamento tendencialmente tímido, que os pode levar a refugiarem-se no trabalho como desculpa para a ausência de convivência social, ou outras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me reconheço em nenhum destes quadros. Não é &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeBC1nxuOI/AAAAAAAAAIw/dolEUY4k8rI/s1600-h/rio+TÃ¢mega.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122704986910865634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeBC1nxuOI/AAAAAAAAAIw/dolEUY4k8rI/s400/rio+T%C3%A2mega.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;novidade que gosto do meu trabalho mas, ao mesmo tempo, gosto tanto de outras coisas. De não fazer nada, por exemplo. Pode ser delicioso, nalgumas alturas da vida. De ler, de escrever, de passear, de estar com os amigos, de namorar...&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Admito que tem sido um pouco preocupante esta minha entrega (quase) total ao trabalho mas, convenhamos, quem teve dois meses seguidos de férias tem que "dar o litro" para compensar. É o que tenho feito. Tenho dado litros e litros. Apercebi-me de que já posso fazer uma pausa; dar uma folga a mim própria; permitir-me fazer o que me dá prazer. &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122717077243804018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeMClnxuXI/AAAAAAAAAJ4/7gNeiHsOdY0/s400/Rio+T%C3%A2mega2.jpg" border="0" /&gt;Vou recomeçar a visitar os blogues dos meus amigos e a comentá-los, pôr alguma leitura em dia, escrever com maior regularidade, passear sempre que possível, nem que seja nas margens do meu rio ou pelas colinas da minha serra, saír com os amigos, despreocupadamente, namorar, se me aparecer alguém com quem valha a pena... ;)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeCp1nxuRI/AAAAAAAAAJI/OccIdd-RBIc/s1600-h/TÃ¢mega.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122706756437391634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeCp1nxuRI/AAAAAAAAAJI/OccIdd-RBIc/s400/T%C3%A2mega.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"De boas intenções está o inferno cheio" diz o povo. Estou, sinceramente, decidida a fazer cumprir a declaração de intenções que acabei de enumerar. Não quero envelhecer precocemente e, um dia, olhar para trás, à procura de quem fui, do que fiz, de alguma memória que me traga felicidade, e só encontrar imagens ligadas à minha profissão que, por natureza, apesar de algumas compensações, dão-me a ver essencialmente pessoas doentes, tristes, camas de hospital ocupadas por quem precisa de cuidados especiais ou, subitamente, vazias porque quem as ocupou já não faz parte do mundo dos vivos... é a vida, é a morte, sim. Mas não pode ser só isso...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122704115032504514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeAQFnxuMI/AAAAAAAAAIg/OslaThcilNc/s400/Rio+T%C3%A2mega3.jpg" border="0" /&gt; Esta conversa está a ficar demasiado sorumbática. Quero rir, quero soltar o meu lado mais alegre e sadio e fruí-lo, como um bem a não perder. Nunca. Quero apanhar um braçado de flores e perfumar toda a casa.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122714736486627666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeJ6VnxuVI/AAAAAAAAAJo/3jM4exncigo/s400/mimosas%2520800.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeP71nxuaI/AAAAAAAAAKQ/_wLvdtcXCYY/s1600-h/Vento+Agreste+7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122721359326198178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeP71nxuaI/AAAAAAAAAKQ/_wLvdtcXCYY/s400/Vento+Agreste+7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até breve, amigos, aqui ou nos vossos sítios.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-4958804908864693487?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/4958804908864693487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=4958804908864693487' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/4958804908864693487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/4958804908864693487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/10/porque-tambm-h-o-rio.html' title='Porque também há o rio!...'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RxeAu1nxuNI/AAAAAAAAAIo/4RKedyGZlQA/s72-c/T%C3%A2mega+-+Chaves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-8024267453305808726</id><published>2007-09-30T19:44:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:17.007+01:00</updated><title type='text'>Regresso a Casa</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116097634992502898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RwAHsVnxuHI/AAAAAAAAAH4/y4kk8Um4R8w/s400/DSCF1067.JPG" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora que já assentei e tomei consciência de que estou de volta, concedo-me um tempinho para vir aqui e contar como foi regressar à minha montanha, à minha casa onde, pela primeira vez, retorno e não encontro os braços abertos da minha avó, prontos para me apertar bem contra ela e me cobrir de beijos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111247464262211970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7MfPp3GYI/AAAAAAAAAHg/ILzq1o_WkwY/s400/Vento+Agreste+8.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246042628036850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7LMfp3GPI/AAAAAAAAAGY/-qY72P7OAjc/s400/Serra1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felizmente fui buscar o Nanu no caminho para casa. Entrámos, assim, os dois no nosso canto, a fazer de conta que a solidão não existe, como se sempre tivesse existido este vazio imenso deixado pelos que foram partindo para sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246287441172754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7Lavp3GRI/AAAAAAAAAGo/Sh6joUec7_U/s400/VA3.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;O Nanu está óptimo e não parece ter sentido muito a minha falta. Nem sequer se manifestou de alegria quando cheguei a casa da Teresa para o ir buscar!!! Também não me rejeitou, o que não foi mau, tendo em conta que, segundo a minha amiga, se integrou perfeitamente em casa dela e estabeleceu sérios laços de amizade com os gatos que lá habitam. Principalmente com a Kika, por quem deve ter tido uma paixoneta... coisa passageira... coisa de bichos felinos! Quando chegou a casa já a reacção foi bem diferente... correu para a sala onde tem o seu cesto e se encontravam todos os seus pertences (bonequinhos de peluche, a sua mantinha, a almofada fofa e cheirosa como nenhuma outra). Enroscou-se e logo começou o "ron-ron", sinal inegável de que, finalmente, tinha encontrado a sua casa, estava a salvo dos perigos do mundo e podia dormir o sono dos justos. Noite fora, veio ter comigo ao quarto e saltou para a minha cama. Ajeitou-se à procura de um contacto comigo, através da roupa, e, tendo encontrado uma perna, a ela se encostou e retomou o som de regozijo. Se eu soubesse fazer "ron-ron" teria feito coro com ele, de tão feliz que fiquei por ele me ter procurado. Agora sim, tudo estava no seu lugar: ao reencontrar o seu aconchego, o Nanu fez-me reencontrar o meu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111247215154108770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7MQvp3GWI/AAAAAAAAAHQ/RSerlCs1JB8/s400/Vento+Agreste+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Serra está linda e com os primeiros sintomas de Outono. Nas (poucas) manhãs ou tardes livres, tenho vindo para o jardim, sentar-me a ler no meu banquinho de sempre. Felizmente o vento não se tem feito sentir e o harmonioso conjunto de buganvílias e hibiscos floridos, de variadas cores, apazigua-me a alma, conforta-me e faz-me sentir que pertenço a este lugar, por muitos outros que venha a conhecer (e a amar) ao longo da vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246162887121154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7LTfp3GQI/AAAAAAAAAGg/msRArZg_oFY/s400/VA1.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No hospital esperavam-me responsabilidades acrescidas e maior volume de trabalho. Tudo bem! Dêem-me condições que eu enfrento tudo com alegria e vontade!... Tive que deixar para trás os Centros de Saúde, tendo ficado apenas com duas manhãs de consultas na aldeia próxima de casa, onde fiz a escola primária e com a qual tenho maiores ligações afectivas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246923096332626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7L_vp3GVI/AAAAAAAAAHI/-gyWJ-_9HSc/s400/Vento+Agreste+4.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;O Pedro, meu namorado de há algum tempo e que o foi até eu ir de férias, conseguiu transferência para o Hospital de S. João, no Porto. Curiosamente, ou, talvez, expectavelmente, não sinto a sua falta. Tenho tanto com que me ocupar e, nas longas férias que finalmente tive, aprendi algumas coisas sobre os sentimentos que nos ligam às pessoas em diferentes situações. Não, decididamente, ele ainda não era o "Amor da minha Vida". Será que toda a gente tem um?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246489304635682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7Lmfp3GSI/AAAAAAAAAGw/HL27nqBLzl8/s400/Vento+Agreste+10.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Termino com esta interrogação, para a qual poderei nunca vir a encontrar resposta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa é certa: sei o que é gostar de alguém, apreciar a sua companhia, fruir o tempo passado a seu lado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto me basta, por agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246609563719986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Ru7Ltfp3GTI/AAAAAAAAAG4/IQjOnEWjpHU/s400/vento+Agreste+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-8024267453305808726?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/8024267453305808726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=8024267453305808726' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/8024267453305808726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/8024267453305808726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/09/regresso-casa.html' title='Regresso a Casa'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RwAHsVnxuHI/AAAAAAAAAH4/y4kk8Um4R8w/s72-c/DSCF1067.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-1302306627505475032</id><published>2007-09-12T21:05:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:17.449+01:00</updated><title type='text'>Novos lugares de afecto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rug0EPp3GMI/AAAAAAAAAGA/MLXwQ4DHL00/s1600-h/Ponta+da+Piedade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109391024778057922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rug0EPp3GMI/AAAAAAAAAGA/MLXwQ4DHL00/s400/Ponta+da+Piedade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Toda a gente tem fotografias da Ponta da Piedade. Esta até podia ser um postal ilustrado, mas não é... foi tirada por mim que, pela primeira vez, estive naquele sítio abençoado pelos deuses.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Andei por terras algarvias, é verdade. Experimentei aquela salgada e morna água do mar e deixei-me ir ficando, até se me colocar a hipótese de me fartar. Não me fartaria nunca, é um facto, mas a vida não pode ser só "bem bom", para utilizar uma expressão dos nossos irmãos brasileiros... há que trabalhar, que produzir, que contribuir para esta sociedade já de si tão mal-tratada pelos sucessivos governantes... na área da Saúde, então, nem é bom falar nisso... toda a gente já sentiu "&lt;em&gt;na pele&lt;/em&gt;" as deficiências e insuficiências do sistema nacional. Além do mais, eu gosto muito do que faço e comecei a sentir a falta dos meus doentes, mesmo dos que ainda não conheço, mas que poderiam estar a precisar de mim, caso continuasse ausente por mais tempo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109391308245899474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rug0Uvp3GNI/AAAAAAAAAGI/cNU7U3bXbxQ/s400/Ilha+do+Pessegueiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Voltando um pouco atrás, às férias, "algarviei", sim senhor, mas também me deixei seduzir pela Costa Vicentina, onde acabei por ficar mais tempo do que no Algarve. Apaixonei-me por Porto Côvo, pelas suas praias, pelo seu farol e pela encantandora Ilha do Pessegueiro. Na praia em frente desta oferenda da natureza passei muitas horas, fora mas, principalmente, dentro de água. Nadei até mais não poder... chegava ao fim do dia cansada, mas feliz. Sempre gostei da música do Rui Veloso dedicada àqueles lugares mas, a partir destas férias, sempre que a ouvir, vou saber , vou sentir do que está a falar. Passou a existir, em mim, uma nostalgia doce e bonita em relação a Porto Côvo: sítio e música. É bom poder coleccionar lugares de afecto (sei que há alguém que leio, aqui na blogoesfera, que costuma utilizar essa expressão com frequência, porque é, ela própria, uma pessoa de lugares, não me recordo de quem, mas agora posso perceber que ter esse sentimento é ter um tesouro, muito mais importante do que acumular riquezas materiais).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Visitei faróis lindíssimos para além do de Porto Côvo (um sonho antigo tornou-se realidade e excedeu as expectativas): o do Cabo de S. Vicente, o do Cabo Sardão... mas não vou encher este espaço de fotografias de tudo o que me encantou. O de Porto Côvo (mais uma vez, talvez pela magia da hora a que a fotografia foi tirada e pela memória da presença da pessoa a meu lado) é o eleito para ilustrar a emoção.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109391651843283170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rug0ovp3GOI/AAAAAAAAAGQ/Z-_fQGtzVqE/s400/Farol+de+Porto+C%C3%B4vo.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Sim, uma pessoa a meu lado. Contrariamente ao que se possa pensar, não andei sempre sozinha. Parti só, é verdade, mas isso provavelmente permitiu e funcionou como um elemento facilitador do encontro com outras pessoas. Viajar é excelente. Conhecer gente durante as viagens faz parte da aventura. Criar, com elas, laços de amizade (ou outros, quiçá) é um acréscimo muito gratificante.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Voltei à Casa do Alto do Monte com uma nova visão do que me rodeia, dos outros e de mim própria. Sinto-me revigorada. Quase poderia dizer, se não soasse a exagero, &lt;em&gt;renascida&lt;/em&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E cá estou, preparada para um novo ano de trabalho árduo, com energia de sobra para o enfrentar. Do que se passou, dentro e fora de mim, ao regressar a casa, voltarei um dia destes para contar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-1302306627505475032?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/1302306627505475032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=1302306627505475032' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/1302306627505475032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/1302306627505475032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/09/costa-martima-os-faris-novos-lugares-de.html' title='Novos lugares de afecto'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rug0EPp3GMI/AAAAAAAAAGA/MLXwQ4DHL00/s72-c/Ponta+da+Piedade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-5942755070659410046</id><published>2007-07-30T22:05:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:19.459+01:00</updated><title type='text'>Da Irlanda para o Algarve</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leda and the Swan by W.B.Yeats&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4o5isH9LI/AAAAAAAAAFY/PivjIKcQhZs/s1600-h/treasuregarden[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093053197632140466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4o5isH9LI/AAAAAAAAAFY/PivjIKcQhZs/s400/treasuregarden%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A sudden blow: the great wings beating still&lt;br /&gt;Above the staggering girl, her thighs caressed&lt;br /&gt;By his dark webs, her nape caught in his bill,&lt;br /&gt;He holds her helpless breast upon his breast.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How can those terrified vague fingers push&lt;br /&gt;The feathered glory from her loosening thighs?&lt;br /&gt;How can anybody, laid in that white rush,&lt;br /&gt;But feel the strange heart beating where it lies?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A shudder in the loins, engenders there&lt;br /&gt;The broken wall, the burning roof and tower&lt;br /&gt;And Agamemnon dead.&lt;br /&gt;Being so caught up,&lt;br /&gt;So mastered by the brute blood of the air,&lt;br /&gt;Did she put on his knowledge with his power&lt;br /&gt;Before the indifferent beak could let her drop?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A família Yeats legou à Irlanda, em particular, e ao mundo, em geral, um fabuloso espólio artístico. Desde o pai, John Butler Yeats, escritor mas, acima de tudo, famoso pintor, de que os retratos são a sua mais conhecida forma de expressão artística, ao inigualável poeta W.B.Yeats, percursor da nova poesia irlandesa, sem rima, com marcadas influências do seu grande amigo &lt;em&gt;Ezra Pound&lt;/em&gt;, com quem era mantida correspondência assídua, de ambos os lados do oceano. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093049916277126290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4l6isH9JI/AAAAAAAAAFI/68ZC9eDHOjM/s400/William_Butler_Yeats.jpg" border="0" /&gt; Retrato de W.B. Yeats, da autoria de seu pai, &lt;em&gt;John Butler Yeats&lt;/em&gt; - 1906&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já o irmão mais novo de Williams, Jack Butler Yeats, sempre demonstrou maior vocação para a pintura, tal como o pai, sendo considerado o expoente dos pintores modernistas da Irlanda, tendo inclusivamente sido conotado com a escola expressionista. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4zxisH9NI/AAAAAAAAAFo/C-Uu3z7rUh4/s1600-h/Atlantic+Drive+-+1944+-+Jack+Butler+Yeats.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093065154821092562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" height="131" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4zxisH9NI/AAAAAAAAAFo/C-Uu3z7rUh4/s400/Atlantic+Drive+-+1944+-+Jack+Butler+Yeats.jpg" width="170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq41SisH9OI/AAAAAAAAAFw/M2-nNL6Byfc/s1600-h/Atlantic+Drive.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093066821268403426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 113px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" height="90" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq41SisH9OI/AAAAAAAAAFw/M2-nNL6Byfc/s400/Atlantic+Drive.jpg" width="115" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Jack Butler Yeats&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;(Atlantic Drive)&lt;/em&gt;, 1944, The Hunt Museum, &lt;strong&gt;Limerick &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093051187587445922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4nEisH9KI/AAAAAAAAAFQ/i3ZHGcsq8Uw/s400/My+beuatiful,+my+beautiful,+1953+-+Jack+Butler+Yeats.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Jack Butler Yeats (My beautiful, my beautiful) - 1953&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da bela Irlanda levo imagens que, para sempre, ficarão comigo. Também o meu imaginário ficou mais saciado, após esta visita em que procurei aprofundar, tanto quanto possível, as raízes celtas que tanto me fascinam, a lendária e mítica história da ilha de onde Isolda partiu para casar com o Rei Marco e afinal, da sua paixão com Tristão, nasceu uma das mais belas histórias de amor da cultura Ocidental : &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Frisch weht der Wind der Heimat zu, mein Irish Kind, wo weilest du?"&lt;/em&gt; (Tristan und Isotte, Wagner - frase citada no poema "The Waste Land" de &lt;em&gt;T.S. Elliot)&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ilha de grandiosos escritores, cuja escrita já me acompanhava, mas que agora julguei entender um pouco melhor, de Jonathan Swift a Samuel Becket, passando pelo incomparável James Joyce e por George Bernard Shaw.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pois é, mas tenho mesmo que rumar a terras algarvias (o contraste térmico até poderá ser interessante... além do mais vou ter oportunidade de nadar no mar, finalmente. Sim, porque nesta terra não me atrevi a fazer mais do que molhar os pés nas águas fresquinhas, fresquinhas... e mesmo assim ficava com eles enregeladinhos!!!) mas a verdade verdadeira é que, embora os irlandeses funcionem com euros, como nós, os euros aqui custam bastante mais dinheiro do que em Portugal. Refiro-me aos "comes e bebes", aos alojamentos, enfim a tudo aquilo em que é mesmo preciso gastar dinheiro... sei que no algarve também não é barato, mas quem viaja de Dublin para Faro consegue ter férias muito mais económicas do que se fosse de qualquer ponto do nosso País. É triste, mas é verdade. Nem vos digo quanto vou pagar por estas férias num aldeamento "top class", com tudo incluído. Parece-me vergonhoso que um estrangeiro precise de dispender apenas cerca de 1/4 do que um portuguesinho de gema, nas mesmas condições, tem de gastar... Enfim, as injustiças desta nossa sociedade (mercado único, união europeia, livre circulação de pessoas e bens, fariam prever condições de subsistência e até de férias, - porque não? - naturalmente idênticas, não era?) &lt;strong&gt;MAS NÃO É&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Claro que não vou endireitar o mundo nem me vou armar em mártir, portanto, como qualquer português feito esperto, vou aproveitar, já que estou aqui!... (seria honesta, ficaria de bem com a minha consciência, etc. e tal, mas seria uma &lt;strong&gt;parva, e, pior do que isso, arrepender-me-ia todos os dias se não o fizesse&lt;/strong&gt;, não é verdade?).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Amanhã vou, então, direitinha da Ilha Verde para o Algarve escaldante. Chegam-me notícias de que o calor em Portugal está insuportável, mas, apesar de não ser propriamente uma "indigente", o meu "pé-de-meia" para as férias já não me permite continuar por mais tempo neste fresco e verde paraíso, onde tive a oportunidade de conhecer paisagens deslumbrantes, enriquecer os meus parcos conhecimentos sobre a herança celta e a mais recente cultura irlandesa e, para meu espanto, descobrir que na Irlanda existem muitos corvos. A sério! E não é só à beira-mar... é por todo o campo, que é como quem diz, relembrando a amiga &lt;a href="http://bettips.blogspot.com/2007/07/se-os-emigrantes-falassem-portugus.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Bettips&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;countryside. &lt;/em&gt;Vamos por uma estrada, entre uma cidade e outra, por exemplo e, à porta de cada casa, de ambos os lados da estrada, está postado um &lt;strong&gt;corvo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;verdadeiro&lt;/strong&gt;. Tipo cão-de-guarda... será um corvo de guarda? Adorei esta particularidade, a juntar a todas as outras que vim referindo ao longo dos posts que nesta ilha de sonho, onde o fantático e o real chegam a confundir-(se)-me, consegui arranjar algum tempo para escrever. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Talvez dê notícias da minha estadia do lado de cá de Marrocos, se me sobrar algum tempo fora de água... senão... até um dia destes, de onde voltarei ao Vento Agreste para pôr a escrita em dia, lá do alto da minha montanha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-5942755070659410046?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/5942755070659410046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=5942755070659410046' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5942755070659410046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5942755070659410046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/07/da-irlanda-para-o-algarve.html' title='Da Irlanda para o Algarve'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rq4o5isH9LI/AAAAAAAAAFY/PivjIKcQhZs/s72-c/treasuregarden%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-3886562353020131320</id><published>2007-07-26T22:10:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:19.768+01:00</updated><title type='text'>Limerick</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rqj5oSsH9CI/AAAAAAAAAEQ/A2MF2p3kKaE/s1600-h/limerick.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091593849349338146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rqj5oSsH9CI/AAAAAAAAAEQ/A2MF2p3kKaE/s400/limerick.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Combinei encontrar-me com um amigo espanhol, que também anda em viagem por estas bandas, na cidade de Limerick. Desde há muitos anos que desejava conhecer este local, por nenhuma outra razão que não fossem os poemas com o mesmo nome, que fizeram as minhas delícias desde que comecei a conhecer alguma literatura de língua inglesa e me deparei com essas preciosidades. Poemas de cinco versos, têm a particularidade de fazer com que o último introduza a surpresa e a comicidade dessa popular forma poética. Não resisto a partilhar o meu limerick preferido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There was a youg squire from Japan&lt;br /&gt;whose verses just never would scan&lt;br /&gt;when asked why this was&lt;br /&gt;he replied "it´s because&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I always try to fit as many words into the last line as ever I possibly can"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha decepção, na cidade de Limerick não nos deparamos com jovens poetas a declamar limericks nas esquinas das ruas, nem se vêem limericks grafitados nas paredes, nem as livrarias se encontram a abarrotar de livros de limericks. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma cidade bonita, apesar dessa lacuna imperdoável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem á tarde fui saír com o meu amigo: vagueámos pelas ruas da cidade, observámos curiosas fachadas coloridas, fortemente constratantes nalguns prédios antigos, entrámos em tudo quanto era livraria (pois claro!) e fomos visitar o famoso castelo de St. John.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091594450644759602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rqj6LSsH9DI/AAAAAAAAAEY/duR_SpZ9Woc/s400/limerick+-+St+John%27s+castle.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre entretidos na conversa, já tinha anoitecido quando nos lembrámos que não tínhamos comido nada desde a hora do almoço, que tinha sido bastante frugal, no meu caso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Debandámos então para a zona dos restaurantes à procura de um onde pudessemos saciar o apetite que começava a fazer-se notar fortemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passava um pouco das nove quando enfiámos pela principal rua onde é suposto "dar-se ao dente". Entrámos num. Surpresa das surpresas: não era restaurante. Ou antes, tinha sido até há bem pouco tempo mas, a partir das nove, tinha virado bar e só vendiam bebidas. Comidinha, que é boa, nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrámos e saímos de um segundo com a mesma desagradável mensagem: "Sorry, no food. Drinking only".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fim de termos tentado uma meia-dúzia, perdi a vergonha e, no último &lt;em&gt;restaurante&lt;/em&gt; onde entrámos, perguntei a uma jovem irlandesa com ar simpático se não nos arranjaria, pelo menos, um pouco de pão para comer. Ela sorriu, com ar de quem poderia fazer a sua boa acção do dia e dirigiu-se para a cozinha. Foi com um sorriso idêntico que voltou, mas com uma informação terrível: "So sorry, I just thought there was some bread left but... someone must have taken it home. Sorry..." e fez um barulhinho com a língua no final como quem diz "coitados, tenho mesmo pena de vocês". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desalentada, disse ao meu amigo que ía para o &lt;em&gt;bed and breakfast&lt;/em&gt; onde estava hospedada e que talvez aí me safasse com o &lt;em&gt;room service&lt;/em&gt;. Imediatamente ele me tirou as peneiras: "aqui não há disso, menina. Se queres comer, vais ter que esperar pelo &lt;em&gt;desayuno, &lt;/em&gt;amanhã bem cedo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentei-me numas escadas, desesperada com fome, prestes a gritar de raiva. Foi então que o Nacho (ah, esse é o nome dele, ainda não tinha referido) me disse: "sabes que uma &lt;em&gt;pint guiness &lt;/em&gt;equivale, em termos calóricos, a um bom bife com ovo a cavalo&lt;em&gt;?" &lt;/em&gt;Respondi-lhe, com um sorriso amargo:&lt;em&gt; "no me digas tonterías, hombre".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que ignorou a minha displicência, me pegou no braço e me arrastou até ao &lt;em&gt;pub&lt;/em&gt; mais próximo. Sentámo-nos ao balcão e começámos por pedir, como é óbvio, "&lt;em&gt;two pints Guiness, please&lt;/em&gt;". A cerveja soube bem. Sou fã, como sabem, mas quando cheguei ao fim do primeiro copo continuava a sentir o estômago a reclamar por matéria sólida - comida, mesmo. Queixei-me e imediatamente o meu companheiro de infortúnio pediu mais duas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim continuámos, noite dentro, com algumas idas ao wc para "desbeber". Às tantas, já ríamos por tudo e por nada e tínhamos acabado por esquecer o apetite devorador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi amparada pelo Nacho que reencontrei o caminho para o meu alojamento. Despedimo-nos, com muitos abraços e beijos e risadas, subi ao quarto, e caí "redonda" na cama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, às sete da manhã já estava a pé, à porta da sala-de-jantar, esperando ansiosamente que a dona da casa viesse servir o pequeno-almoço. E com que magnífica refeição me presenteou: um típico &lt;em&gt;irish breakfast&lt;/em&gt; onde não faltavam as salsichas, o bacon, o feijão, o ovo estrelado, as batatas fritas e sei lá que mais... se alguma vez me tinha passado pela cabeça comer feijão às sete da matina!!! Ai, ai, se a necessidade aguça o engenho, não há como uma barrigada de fome para acabar com as esquisitices... ha, ha, ha... (ainda não consegui parar de rir. O efeito da &lt;em&gt;Guiness&lt;/em&gt; dura e perdura!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até breve. (ha, ha, ha, ha, ha...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-3886562353020131320?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/3886562353020131320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=3886562353020131320' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/3886562353020131320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/3886562353020131320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/07/limerick.html' title='Limerick'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rqj5oSsH9CI/AAAAAAAAAEQ/A2MF2p3kKaE/s72-c/limerick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-7098089145339598557</id><published>2007-07-18T11:45:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:21.590+01:00</updated><title type='text'>Irlanda - frente a frente com os mitos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp4qghOv3SI/AAAAAAAAAEA/C7v-dDncL9Y/s1600-h/Dublin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp4qghOv3SI/AAAAAAAAAEA/C7v-dDncL9Y/s400/Dublin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088551367139646754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No meu post "ganhar asas e voar", de 10 de Junho passado, escrevi: "&lt;em&gt;O primeiro sítio onde vou parar há-de ser um que tenha mar... muito mar... quero tanto sentir esse cheiro meu desconhecido que é o da maresia... e dormir ao som das ondas que se desfazem na areia, ou que embatem contra as rochas... . Também gostava de estar numa ilha. Ter a sensação de estar rodeada de água por todos os lados deve ser maravilhoso, inexcedível de prazer... bom, para mim, por enquanto é apenas indescritível, faz parte do meu imaginário desde criança. Esperemos por esse dia..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E esse dia chegou. Aterrei na Irlanda e fiquei frente a frente com os meus mitos da infância: o do mar, o de estar numa ilha, o de ir à Irlanda procurar os duendes e fadas das histórias que a avó me lia, perder-me em bosques frondosos e encontrar dragões a guardar castelos como os que ela descrevia nas aventuras que contava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dublin vista do ar é uma cidade muito bonita. Com toda aquela baía que a abraça. Em terra é uma capital, como imagino que sejam muitas outras, mas com peculiaridades bem ao gosto dos "Dubliners". Lembro-me que, quando li os contos de James Joyce e, mais tarde,  vi o filme de John Huston com o mesmo nome, tudo me pareceu  sombrio e, até, algo deprimente. Ficou-me desde então a ideia de que o povo que habita aquele sítio ainda hoje assim seria. Nada disso. Dublin é êxtase de vida. De boa comida, de boa bebida, de quotidiano leve e fresco. Fiquei apreciadora da beleza particular do local, da simpatia das gentes, mas, acima de tudo, perdoem-me a momentânea ausência de delicadeza de sentimentos, dos extraordinários petiscos e da inigualável cerveja &lt;em&gt;Guiness...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp4qxROv3TI/AAAAAAAAAEI/RHJwfGE0dbM/s1600-h/Dublin+-+(aqui+come-se+bem!).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp4qxROv3TI/AAAAAAAAAEI/RHJwfGE0dbM/s400/Dublin+-+(aqui+come-se+bem!).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088551654902455602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem que estou em Galway, uma estância turística por excelência, com nada mais nada menos que sete lindíssimas praias com bandeira azul. Numa delas, a praia dos Corais, a areia é mesmo formada por mínúsculas partículas de corais que a erosão foi reduzindo, ao longo dos anos, à condição de areal relativamente confortável aos pés. Já a água é uma dor de alma... tão límpida, tão convidativa, mas tão GELADA! Daí a elevada afluência  de banhistas que se pode comprovar na fotografia abaixo - em pleno Julho, pico da época balnear!... vá lá, não se riam, disseram-me que há alguns bravos irlandeses que, de longe a longe, vão dar umas braçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp1pYROv3QI/AAAAAAAAADw/BDOsL9LSnBQ/s1600-h/Irlanda-Praia+dos+Corais,+Galway.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp1pYROv3QI/AAAAAAAAADw/BDOsL9LSnBQ/s400/Irlanda-Praia+dos+Corais,+Galway.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088339019661565186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já nesta praia, uns quantos turistas mais afoitos andam na areia, saltitam pelas rochas e até se atrevem a penetrar nas gélidas águas (com fatos impermeáveis ou isotérmicos, nalguns casos, mas não deixam de fazer honras à sua bela praia, limpa e saudável, que orgulhamente ostenta a dita bandeira azul da União Europeia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp1pNhOv3PI/AAAAAAAAADo/Kji3D3xmGPQ/s1600-h/Irlanda-praia+t%C3%ADpica+de+Galway.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp1pNhOv3PI/AAAAAAAAADo/Kji3D3xmGPQ/s400/Irlanda-praia+t%C3%ADpica+de+Galway.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088338834977971442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No fim de um dia inteiro de excursão pela costa junto a Galway, nada melhor, para terminar a jornada em beleza, do que um relaxante passeio a bordo do "Corrib Princess", um iate turístico que atravessa a cidade de Galway navegando nas calmas águas do rio Corrib. Com sorte, é-nos oferecido um lindo pôr-do-sol, acompanhado por uma brisa um tudo-nada fresca, que aconselha a descida do convés à zona coberta da embarcação,  de onde continua a disfrutar-se uma paisagem de encher as medidas a qualquer visitante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp1phxOv3RI/AAAAAAAAAD4/qXtbJSBe34E/s1600-h/Galway-Corrib+Princess.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp1phxOv3RI/AAAAAAAAAD4/qXtbJSBe34E/s400/Galway-Corrib+Princess.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088339182870322450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-7098089145339598557?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/7098089145339598557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=7098089145339598557' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/7098089145339598557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/7098089145339598557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/07/no-meu-post-ganhar-asas-e-voar-de-10-de.html' title='Irlanda - frente a frente com os mitos'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rp4qghOv3SI/AAAAAAAAAEA/C7v-dDncL9Y/s72-c/Dublin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-9215438172692077758</id><published>2007-06-26T18:20:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:21.762+01:00</updated><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RoFLG0CwmtI/AAAAAAAAADA/C2qcFm3zx9c/s1600-h/gato+no+meio+das+flores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080424435072146130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RoFLG0CwmtI/AAAAAAAAADA/C2qcFm3zx9c/s400/gato+no+meio+das+flores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Está tudo a correr sobre rodas. Neste momento, ultimo os preparativos para a minha viagem. A desejada libertação está apenas a alguns dias de distância. Já fiz o roteiro, de forma grosseira, porque não gosto de planear em demasia. Há lugares-chave que faço questão de conhecer. De resto, muito da viagem será deixado ao sabor do acaso,  dos acontecimentos que me levarão aqui ou ali, para que a aura de aventura seja uma constante em cada dia que passa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Comecei a contagem decrescente. Já sinto um frenesim dos pés à cabeça e um apertozinho no estômago indica que a ansiedade está a aumentar. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Resolvi tudo o que havia para resolver, estou livre e desimpedida. Tenho vindo a dar a notícia aos amigos, calmamente, para que não se criem grandes excitações à minha volta (basta a minha!). O Nanu, o meu gato de estimação, vai ficar em casa da minha amiga Teresa, que tem lá mais dois e é maluquinha por todo o tipo de bichos.  Bem entregue, portanto. O pior vão ser as saudades... do Nanu, é claro (e não só... estou a brincar). Vou ter saudades de muita gente, de muitos lugares, dos cheiros, das cores, dos sons do campo, da casa no alto do monte, até do vento eu vou sentir saudades! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Isto é mesmo coisa de portuguesinha! Só mesmo uma pessoa desta terra para ir fazer a viagem da sua vida e, por antecipação, começar a sentir saudades do que vai deixar. Fazer o quê? Somos assim. Eu seguramente que sou, quanto a isso não tenho dúvidas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A vontade de partir é mais forte, no entanto. Não vão ser  pieguices destas que me farão desistir da viagem. E quero crer que quando me apanhar bem longe de tudo o que tem feito parte, até agora,  da minha minúscula e desenxabida existência, até estas saudades me vão parecer um pouco ridículas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;(Pelo sim, pelo não, levo uma fotografia do Nanu comigo, como quem leva a imagem de um santo protector. Assim, se me achar perdida no mundo, olho a fotografia com carinho e saudade e dar-se-à o milagre:  ela saberá trazer-me, que nem um mapa, ou um sofisticado GPS,  de volta ao meu gato, à minha montanha, ao meu aconchego).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-9215438172692077758?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/9215438172692077758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=9215438172692077758' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/9215438172692077758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/9215438172692077758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/06/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RoFLG0CwmtI/AAAAAAAAADA/C2qcFm3zx9c/s72-c/gato+no+meio+das+flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-5493528274720372466</id><published>2007-06-17T18:57:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:22.993+01:00</updated><title type='text'>O amor, o amor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWeG0CwmjI/AAAAAAAAAB4/l-2WibVCsPo/s1600-h/La_Villa_de_Potes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077137994816723506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWeG0CwmjI/AAAAAAAAAB4/l-2WibVCsPo/s400/La_Villa_de_Potes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, afinal, o que é isso do Amor? Um amigo perguntou-me, muito recentemente, se eu já tinha amado verdadeiramente e se sabia o que era o estado de paixão. Com a maior das sinceridades respondi-lhe que não sabia se o que tinha sentido pelos meus (poucos) namorados tinha, alguma vez, chegado a ser amor. A verdade é que fiquei a pensar no assunto de tal forma que viajei até aos tempos de jovem universitária, quando tive um namorado que, na altura, acreditei amar. Era um bonito rapaz, moreno, de cabelos e olhos negros e um largo sorriso franco. Tinha uma bela figura e adorava dançar. Foi com ele que aprendi a gostar da música tradicional das Astúrias, de raízes claramente celtas, e a executar, com gosto, os passos de dança ritmados, alegres, descontraídos. Éramos a companhia preferida um do outro. Passávamos juntos todo o tempo que podíamos: conversávamos, ríamos, brincávamos como duas crianças. Também passeávamos muitas vezes, de mãos dadas, ou abraçados, pelas ruas da cidade. De repente, parávamos, fosse onde fosse, e beijávamo-nos, como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte, por isso chamávamos a essas demonstrações de afecto e desejo "beijos de fim do mundo".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077145120167467666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWklkCwmpI/AAAAAAAAACo/uRAwzqBRBE4/s400/bandurria446+-+Ast%C3%BArias.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Numas curtas férias roubadas ao estudo, fui com ele conhecer a sua terra, os sítios dos seus encantos (que passaram a ser também dos meus, confesso). Assentámos arraiais em casa dos pais dele, na linda vila medieval de &lt;em&gt;Potes&lt;/em&gt;, bem no coração das Astúrias, de onde partíamos todos os dias de manhã para voltar à noite, visitando assim uma boa boa parte dos Picos de Europa. Lugares maravilhosos, tenho que reconhecer. Nessa altura, estou certa disso, sentia-me apaixonada: pela vida, pelo amor, pelo meu rapaz, com quem estava a descobrir as delícias do sexo, do prazer íntimo, em complemento do prazer do que vivíamos juntos, na partilha da contemplação das belezas naturais que visitávamos. Em termos gastronómicos, ele prometeu-me que iria deliciar-me com, pelo menos, três maravilhas locais: a "&lt;em&gt;fabada"&lt;/em&gt; (espécie de feijoada à portuguesa, mas com feijões brancos, grandes), a&lt;em&gt; "sidra" &lt;/em&gt;(bebida verdadeiramente mágica, desenvolvida pelos druidas dos antepassados celtas e que, ainda hoje, obedece a rigorosos preceitos de manipulação, que se assemelham a um ritual, antes de ser degustada)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;e o&lt;em&gt; "queso de cabrales"&lt;/em&gt; (com um fedor de fugir, mas um sabor equivalente ao melhor manjar dos deuses). Em &lt;em&gt;Fuente Dé&lt;/em&gt; andei de teleférico, pela primeira e única vez, e tive uma sensação de liberdade, de plenitude, de qualquer coisa que deverá andar muito próxima daquilo a que chamam felicidade. Enlaçada pela cintura, com a cabeça no seu ombro, quase podia sentir os corações a bater em uníssono. Lá em cima, no alto da montanha, tive medo a sério, ao ser transportada de &lt;em&gt;jeep&lt;/em&gt; por aqueles caminhos estreitíssimos, à beira dos precipícios, com pedras soltas na berma (do lado do precipício, bem se vê... ai! nem quero lembrar!). E quando se cruzavam dois &lt;em&gt;jeeps&lt;/em&gt;? Estavam sempre a ver quem era mais malandro que o outro e se conseguia adiantar para fazer a passagem pelo lado de dentro (mesmo que isso implicasse fazê-lo em contramão). Aí, agarrava-me a ele com todas as forças, à procura de protecção, e escondia a cabeça contra o seu peito. Ele ria-se e chamava-me tonta. Segundo ele, não havia memória de alguma vez um &lt;em&gt;jeep &lt;/em&gt;se haver despenhado. Os motoristas tinham muita prática e aquilo, para eles, era como viajar numa auto-estrada, para nós. Finalmente atingimos o planalto e foi como se tivéssemos chegado ao Paraíso. Lá no alto havia um único hotel, pequeno, mas lindo de morrer. Simpático e acolhedor, todo em madeira, com portadas e janelas verdes, telhados naturalmente bem inclinados, por causa da neve, e largas e compridas varandas a toda a volta, onde, numa confortável cadeira de repouso, se apanhavam excelentes banhos-de-sol. A vista era deslumbrante. Passámos lá o resto do dia e uma noite (de lua-de-mel, apetece-me dizer...). No dia seguinte, voltámos ao vale, novamente de teleférico, e a experiência repetiu-se. As sensações, os sentimentos. Esteve lá tudo outra vez.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077140331278932578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWgO0CwmmI/AAAAAAAAACQ/5ECvaaXIMFY/s400/Potes6.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077137689874045474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWd1ECwmiI/AAAAAAAAABw/UpPapoXmDp0/s400/Picos+de+Europa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Em casa dos pais dele fui tratada como "a" futura nora, para minha surpresa, e não como uma amiga do filho, como tinha suposto. Apesar disso, davam-nos a privacidade suficiente para que eu não me sentisse sufocada e, antes pelo contrário, fizeram-me sentir, de facto, em família, algo desconhecido para mim, naqueles moldes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077146034995501730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWla0CwmqI/AAAAAAAAACw/qXiurA7u_gE/s400/potes3.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Quando acabaram as mini-férias e voltámos à vida normal fui surpreendida, poucos dias depois, por uma proposta dele no sentido de deixarmos as casas onde vivíamos, com colegas da Faculdade, e alugarmos um apartamento só para nós. Não esperava e fiquei sem resposta imediata. Disse-lhe que me parecia um bocado precipitado mas que iria pensar. Pensei, é claro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Mas não precisei de pensar muito para saber que não queria, tão cedo na minha vida, encetar uma vida a dois, como se passasse a estar casada... não, decididamente, ainda não estava preparada para isso. Disse-lho no dia seguinte. Para quê adiar? Reagiu mal, a princípio, disse-me que, afinal, não o amava, senão teria ficado tão entusiasmada com a proposta como ele andou enquanto a congeminou e quando a concretizou. Até já tinha ido visitar alguns apartamentos na quase certeza da minha sintonia de objectivos. Após alguma dicussão, acabou por acalmar e resignar-se perante a fundamentação dos meus argumentos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Nas férias de Verão eu voltava, invariavelmente, para junto da minha Avó, na Casa do Alto do Monte e, estranhamente, vivia esses dias tão intensamente, que não sentia a falta dele.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Continuámos, no entanto, a namorar e, próximo do final do Curso, apareceu-me com uma nova poposta. Desta vez, tipo&lt;em&gt; ultimatum: &lt;/em&gt;tinha então o meu amado um tio que era cirurgião no principal Hospital de &lt;em&gt;Gijón&lt;/em&gt; (era também Director ou, pelo menos, ocupava lá um cargo de poder). Dizia-me ele que já tinha falado com o tio e que, assim que terminássemos a Faculdade, iríamos os dois, direitinhos, trabalhar para o dito Hospital. Sem espinhas. Fiquei boquiaberta, como é de esperar. Apanhando-me naquele estado confucional, incapaz que estava de balbuciar fosse o que fosse, continou dizendo que, entretanto, não precisava de ser a correr, mas poderíamos ir começando a procurar residência e a pensar em casar. Aí, saltou-me a tampa!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Consegui articular: "casar?". "Sim", prosseguiu ele, "e depois teremos os nossos filhinhos. Já imaginaste a alegria dos meus pais quando formos passar férias a &lt;em&gt;Potes&lt;/em&gt;, com a ranchada de netinhos à sua volta?". Passei-me. Interiormente furiosa com tamanho atentado à minha individualidade e liberdade de pensar e sentir, já para não falar em inteligência, limitei-me a retorquir, tentando aparentar uma calma e um domínio que estavam muito longe de corresponder à realidade: "então e se fosse ao contrário?". "Ao contrário, como?" perguntou ele, parecendo não conseguir vislumbrar nenhuma saída para nós além da que tinha planeado. "Então," disse eu, continuando a tentar manter a serenidade, "podíamos ir ambos para Portugal... certamente que trabalho não nos faltará, embora ainda não tenha feito qualquer contacto, ou tu já saberias disso..." o tom irónico desta última frase pareceu deixá-lo incomodado. Voltou à mesma conversa da outra vez: que eu não o amava, que todas as propostas vindas dele eram recusadas por mim, que o meu egoísmo era incomensurável ao ponto de só me deixar olhar para o meu umbigo, etc. etc...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Abreviando: ali mesmo acabou o "GRANDE AMOR". Separámo-nos zangados e estivemos vários dias sem nos procurarmos. Quando algum de nós avistava o outro, no &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt;, mudava de trajectória para evitar o encontro. Nas aulas em comum, comportávamo-nos como perfeitos estranhos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Um dia, inevitavelmente, encontrámo-nos. Enfrentámos esse acaso e cumprimentámo-nos como dois amigos. De seguida, fomos até um bar, onde comemos uns &lt;em&gt;pinchos &lt;/em&gt;e bebemos umas cervejas. Separámo-nos com as mais do que gastas frases-feitas "&lt;em&gt;sem ressentimentos&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;amigos para sempre&lt;/em&gt;".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Terminámos o Curso, cada um foi à sua vida e nunca mais nos encontrámos nem procurámos comunicar. Há uns tempos soube, através de um amigo comum, que ele estava a exercer Medicina em Gijón, tinha casado com uma colega e já tinham um casalinho de filhos. Ainda bem para ele! Era o que queria, não era? Não foi comigo, mas outra soube corresponder ao modelo de amor, de mulher e de família que ele pretendia constituír. Quanto a mim, restam-me recordações muito bonitas, em especial da escapadela aos &lt;em&gt;Picos de Europa&lt;/em&gt; e, sempre que sentir saudades de &lt;em&gt;Cangas de Oníz, &lt;/em&gt;dos &lt;em&gt;Montes Cantábricos&lt;/em&gt; ou do &lt;em&gt;Naranjo de Bulnes,&lt;/em&gt; vou ao álbum de fotografias&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077142526007220866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWiOkCwmoI/AAAAAAAAACg/7KrANsx3yl0/s400/Picos+de+Europa+-+Naranjo+de.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-5493528274720372466?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/5493528274720372466/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=5493528274720372466' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5493528274720372466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/5493528274720372466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/06/o-amor-o-amor.html' title='O amor, o amor...'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RnWeG0CwmjI/AAAAAAAAAB4/l-2WibVCsPo/s72-c/La_Villa_de_Potes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-3774644495536625842</id><published>2007-06-10T18:20:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:23.088+01:00</updated><title type='text'>Ganhar asas e voar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rmxdq0CwmhI/AAAAAAAAABo/f5PvB4MhTLQ/s1600-h/Campo+de+azÃ¡leas+-+Carolina+do+Norte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074533870245812754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rmxdq0CwmhI/AAAAAAAAABo/f5PvB4MhTLQ/s400/Campo+de+az%C3%A1leas+-+Carolina+do+Norte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;É tempo de partir. Devo-me isto. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, de forma inabalável, acordei com a decisão tomada. Sei que vou sentir-me morrer, todos os dias, com saudades da minha Serra, mas não posso adiar por mais tempo a saída do meu canto seguro. Tenho um mundo inteiro para conhecer, tenho obrigação de me ver e (re)conhecer nesse mundo. Chega de inventar desculpas para continuar agarrada a esta casa, a estes montes, às cores, aos cheiros, aos sons, aos sentimentos que me ligam às pessoas que conheço e amo. Aventurar-me no desconhecido tornou-se, finalmente, imperativo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Os meus pais morreram de acidente quando eu era bem pequena. Desde então, vivi sempre com a avó, neste velho casarão do alto do monte, onde o vento nunca pára de soprar. Sempre que o tempo o permitia, passava os dias na rua, por vezes sozinha, mas quase sempre com dois amigos de casas relativamente próximas. Calcorreávamos montes e vales, pescávamos no rio ou, simplesmente, ficávamos deitados, debaixo de uma árvore, à beira da água, a conversar. Sobre a vida. A vida que conhecíamos, a de que tínhamos ouvido falar, a que queríamos viver quando crescêssemos. Contávamos estórias, que nos tinham contado ou que inventávamos para deixar os outros boquiabertos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;No Verão, quando o calor apertava, tirávamos as roupas e avançávamos, nuzinhos como viéramos ao mundo, para as águas frescas do rio, nadávamos até ao fim da tarde, engendrávamos mil e uma brincadeiras, mergulhávamos do alto de um penhasco (que não teria mais de três metros, mas que nos dava a sensação de estarmos a saltar de uma altura descomunal para a profundidade das águas - que, afinal, também não eram assim tão profundas!). Dias inteiros ao ar livre, comendo do lanchinho que a Madalena - a governanta da avó, sempre me obrigava a levar. E que bem nos sabia, quando a fome chegava. De resto, havia sempre, aqui ou ali, uns frutos silvestres para comer, que nos apaziguavam algum apetite por saciar e acentuavam o sabor das aventuras, reais ou imaginárias, que vivíamos em cada dia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;À noite, em casa, era delicioso falar com a avó, ouvi-la falar das suas recordações, ver fotografias, ouvir estórias contadas de cor, ou lidas de um livro, até ceder ao cansaço e acabar por adormecer. Também era muito engraçado assistir às discussões que a avó e a Madalena sempre alimentavam sendo, para tal, condição única, o facto de permanecerem durante mais de cinco segundos na mesma divisão da casa: durante a preparação do jantar, ao jantar propriamente dito, ao serão, noite fora... aquelas duas dariam a vida uma pela outra, se necessário, mas os desentendimentos, os amuos por tudo e por nada, faziam parte do jogo de coexistência que haviam desenvolvido ao longo de toda a vida e nem era bom pensar como continuariam por cá quando uma delas morresse, tal o sentimento de verdadeiro afecto que as unia...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;A escola primária foi feita por aqui mesmo, na aldeia mais próxima, que ainda distava uns bons 10 Kms da Casa do Alto do Monte. Valia-me o Sr. Francisco, "pau para toda a obra" lá em casa, desde caseiro a jardineiro, passando por motorista, que me levava e ía buscar, pontualmente, no velho Austin preto da avó. Na escola havia meninos que vinham de tão longe, ou ainda mais, do que eu, muitos deles a pé. Poucos, muito poucos, tinham bicicleta. Alguns, no Inverno, eram obrigados a faltar às aulas porque o tempo frio, a chuva, a neve, não lhes permitia percorrer o caminho de distância. Aos que vinham a pé dos nossos lados, o Sr. Francisco dava sempre boleia, já estava pré-combinado, o pior eram os outros, que moravam em pontos distintos da Serra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Para fazer o secundário já tinha que me deslocar à cidade. O Sr. Francisco, naturalmente uns anos mais cansado, continuava a transportar-me no velho Austin, mas havia dias em que temíamos que o motor do automóvel não aguentasse o esforço da subida de regresso à montanha. A verdade é que ambos, o meu querido Sr. Francisco e a peça de museu andante, lá se aguentaram até que eu terminasse o Liceu.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Foi-me difícil deixar a avó, a Madalena, o Sr. Francisco, os meus amigos de infância, quando pus em prática o plano de seguir o curso de Medicina, logo ali, do outro lado da fronteira, numa cidade grande, bonita, cheia de alegria e de pessoas simpáticas que falavam uma língua não muito diferente da nossa, com a qual rapidamente me senti à-vontade. Nas férias, sistematicamente, declinava convites dos colegas e amigos para ir passar férias ao Mediterrâneo, ao Algarve ou, até, noutras paragens mais longínquas, sempre junto ao mar. Seria, para mim, inconcebível, não aproveitar o pouco tempo livre junto da minha avó, de ano para ano mais fraca e doente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Quando concluí os estudos não me foi, de todo, difícil arranjar colocação nos Postos de Saúde das redondezas e no Hospital da cidade onde tinha feito o secundário. Antes pelo contrário, "médico" é uma espécie rara e altamente valiosa aqui no interior. Por cá me tenho mantido. Gosto muito do que faço. Não é apenas vocação, é paixão. Agora desloco-me em transporte próprio, como é natural. De qualquer modo, o Sr. Francisco, para grande desgosto meu, faleceu enquanto eu ainda estava a estudar em Espanha e a viatura, que tão bons préstimos tivera, nunca mais saíu da garagem. A Madalena, sua companheira desde que os conhecera, não lhe sobreviveu muito tempo. Restou a minha avó, durante mais uns anos, embora cada vez mais tristonha e com falta de energia. Arranjámos uma empregada, uma rapariguinha nova, que passava os dias inteiros com ela, enquanto eu estava ausente a trabalhar, mas não lhe fazia companhia como a Madalena. Ai, a falta que a Madalena lhe fazia! Mais tarde, quando começou a precisar de cuidados de saúde mais rigorosos, contratei uma enfermeira a tempo inteiro, não deixando nunca de a dispensar quando podia ser eu própria a cuidar da minha avó. Querida avó!... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;... partiu há três dias. Ainda está tudo muito recente, mas o fim não foi surpresa. Era esperado há algum tempo! Não vou, sequer, tecer considerações sobre o assunto. O meu coração está de luto, naturalmente, mas é a lei da vida... não há mesmo nada a fazer nem interessa dissertar sobre o assunto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Voltemos, então, à minha viagem. Pois é, vou de férias. Vou por esse mundo fora. O primeiro sítio onde vou parar há-de ser um que tenha mar... muito mar... quero tanto sentir esse cheiro meu desconhecido que é o da maresia... e dormir ao som das ondas que se desfazem na areia, ou que embatem contra as rochas... . Também gostava de estar numa ilha. Ter a sensação de estar rodeada de água por todos os lados deve ser maravilhoso, inexcedível de prazer... bom, para mim, por enquanto é apenas indescritível, faz parte do meu imaginário desde criança. Esperemos por esse dia...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Vai ser um reboliço tremendo quando eu comunicar que vou de férias... nos Postos de Saúde, principalmente as idosas, dependentes habituais da minha presença, dirão quando souberem (parece que estou a vê-las!) : "O quê? A Dra. Mafalda vai de férias? E não se sabe quando regressa? Ai, valha-me Deus, mas isso é uma desgraça, o que vai ser da minha vida?!" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;No Hospital também não vai ser fácil. Principalmente ao nível pessoal, com o meu namorado, que também exerce medicina a tempo inteiro, a maior parte do qual naquele lugar. Ao princípio, tentará dissuadir-me de partir. Sei que será capaz de imaginar as razões mais logicamente válidas para que eu mude de ideias. Depois, derrotado, irá propor-se acompanhar-me. Vai ser difícil, mas dir-lhe-ei, convictamente, que não. Ele vai ter que perceber que é a primeira vez que vou estar a sós comigo, sem depender de ninguém nem ter ninguém a depender de mim. Eu e o mundo. Lá fora, no desconhecido, para o que der e vier. Preciso desta experiência para crescer... como pessoa, como ser pensante, que sente, que carece de aventura, de saber, de conhecer, e tem apenas uma vida... como os outros.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Hei-de voltar. Acredito que sim. Dizem que, por muito tentador que seja o desconhecido, as raízes acabam por nos fazer querer regressar sempre às origens. À nossa terra. Ao nosso lar. Ao sítio onde, de facto, pertencemos, porque não é possível viver muito tempo sem o conforto do sentimento de pertença. Mas agora vou... vou gostar de olhar para trás e ver o meu monte bem longe. Sentir apenas uma suave brisa e saber que lá, no alto, continuará a soprar, sempre, o vento agreste. Agora, como quando eu voltar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-3774644495536625842?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/3774644495536625842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=3774644495536625842' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/3774644495536625842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/3774644495536625842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/06/ganhar-asas-e-voar.html' title='Ganhar asas e voar'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/Rmxdq0CwmhI/AAAAAAAAABo/f5PvB4MhTLQ/s72-c/Campo+de+az%C3%A1leas+-+Carolina+do+Norte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-6359166962958342640</id><published>2007-06-04T16:43:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:23.209+01:00</updated><title type='text'>Sabedoria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RmQ-W8TUY2I/AAAAAAAAABg/BqEictEeg9M/s1600-h/Baby+Owl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072247644191220578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RmQ-W8TUY2I/AAAAAAAAABg/BqEictEeg9M/s400/Baby+Owl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Desde tempos imemoriais que o mocho é associado à sabedoria. É vulgar aparecer, nos contos infantis, a figura de um velho mocho, de óculos com grossas lentes colocados sobre o bico. Contos do "maravilhoso" e do "fantástico", que almejam povoar o imaginário das crianças, recorrendo a conceitos mais ou menos improváveis, remetendo sempre os acontecimentos da estória para "o tempo em que os animais falavam...". Quantas e quantas vezes, meninos crédulos, com olhos a cintilar de alegria e curiosidade, fazem deste modo viagens alucinantes. E mais tarde, alguns deles, chegam a tornar-se escritores. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No Inverno passado conheci um. Era uma pessoa normal. Ninguém diria que, em criança, lhe tinham sido contadas tantas estórias inverosímeis, nem dava mostras de ter sofrido com isso algum trauma ou de ter tido que fazer tratamentos anti-depressivos, anti-psicóticos, anti-neuróticos ou outros que tais. Também nunca tinha frequentado o consultório de qualquer psicoterapeuta, que se soubesse. Enfim, comportava-se com naturalidade à mesa, comia com faca e garfo, não falava com a boca cheia, não arrotava (pelo menos de forma audível), bebia moderadamente e sorria com abundância. Quando lhe faziam perguntas sobre os seus livros ou elogiavam algumas das obras que havia publicado, limitava-se a responder, indo directamente ao assunto com frontalidade, sem rodeios, falsas modéstias ou rodriguinhos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;De repente, já para o final do jantar, num raro momento de silêncio em volta da mesa, disse:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Ontem à noite, quando ía para casa, estava uma lua-cheia como não via desde criança. Ao passar junto a um pinheiro vi um mocho-bébé." O silêncio redobrou de intensidade, na expectativa do que se seguiria. "Ainda não usava óculos", continuou. "É evidente, com aquela idade ainda não leu o suficiente para precisar de recorrer a tão incómodos artefactos, mas tinha uns olhos do tamanho do mundo. Parei e meti conversa. Para tristeza minha, o jovem sábio não me respondeu. Ignorou-me completamente. Conseguiu irritar-me, sabem. Do alto da sua arrogância de jovem macho (mas já sabichão), nem um simples conselho se deu ao trabalho de me oferecer. E eu que toda a vida esperei por isso!".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os convivas riram a bom rir, convencidos que estavam de que o escritor tinha resolvido brincar com tão simpática assembleia. E não é que o homem se levantou da mesa, atirou com o guardanapo acintosamente, balbuciou um "boa noite, meus senhores", pegou no chapéu e no pingalim e dirigiu-se à porta, sem se dignar conceder um último olhar, nem que fosse aos donos da casa. E, para que dúvidas não restassem àcerca do seu desagrado, foi com um semblante visivelmente carregado que tranpôs a saída da sala.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mal virou costas, toda a gente desatou à gargalhada, como seria de esperar, e alguém mais atrevido proferiu em voz bem alta : "olhem, e não é que o nosso escritor amuou!" &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O jantar continuou, com risos e mais risos, só tendo terminado após uma comovente homenagem, num sincero brinde ao ilustre escritor.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-6359166962958342640?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/6359166962958342640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=6359166962958342640' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6359166962958342640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6359166962958342640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/06/sabedoria.html' title='Sabedoria'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RmQ-W8TUY2I/AAAAAAAAABg/BqEictEeg9M/s72-c/Baby+Owl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-8693710991102493135</id><published>2007-05-27T19:06:00.001+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:23.736+01:00</updated><title type='text'>Da vida das flores</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RlnMXsTUYzI/AAAAAAAAABI/LUvxtoGmQG0/s1600-h/carroÃ§a+de+flores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069307562983449394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RlnMXsTUYzI/AAAAAAAAABI/LUvxtoGmQG0/s400/carro%C3%A7a+de+flores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hoje apetece-me escrever sem parar. Sinto formigueiros nas pontas dos dedos que me impelem, com fúria, para as teclas. Tenho tanto para dizer e o tempo parece-me tão curto! A vida pode ser muito rápida, passar num instante e revelar-se insuficiente para tudo o que quero fazer. Sei que sou nova e tenho que aprender a ser mais paciente, mas mesmo os novos podem não ter muito tempo de vida à sua frente. Sei-o de fonte segura, da pior maneira, através da constatação da morte de amigos da minha idade, com tantos sonhos por concretizar, tantas viagens por fazer, tanta gente por conhecer, tantos projectos por realizar, tanta vida por viver!&lt;br /&gt;Há pouco, dei por mim a olhar uma carroça que passou, por um carreiro da montanha, ajoujada de flores campestres, flores que despontam naturalmente, de forma cíclica, na primavera de cada ano, e pensei qual o destino de tanta flor bonita amputada, roubada à sua vida de flor, exclusivamente dependente da terra, do sol, da chuva, do vento. E se uma flor, enquanto ser vivo, também tivesse aspirações, desejos, sonhos, nem que fosse o de permanecer na encosta, até ao fim da primavera, e deixar-se sentir, fruir com prazer de flor, cada raio de sol, cada pingo de chuva, cada sopro de brisa? Isso faria de quem as apanhou um assassino cruel. Não, não posso pensar assim.&lt;br /&gt;Se houvesse alguma possibilidade de existir sensibilidade no reino vegetal, as divindades &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;não permitiriam que se oferecessem flores nos aniversários, em gestos amorosos, ou como última homenagem a um ente querido que parte... (hum... &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;à excepção das impiedosas Moiras, da mitologia grega, ou das Parcas, da romana, que também pertencem ao grupo. Estava a esquecer-me dessas, é verdade, que cabeça a minha!).&lt;br /&gt;Bem, vou apressar-me a fazer qualquer coisa, das muitas que pretendo, antes que a Morte chegue e me arranque pela raíz, ou me ceife pelo caule, com a sua foice implacável!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-8693710991102493135?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/8693710991102493135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=8693710991102493135' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/8693710991102493135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/8693710991102493135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/05/da-vida-das-flores.html' title='Da vida das flores'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RlnMXsTUYzI/AAAAAAAAABI/LUvxtoGmQG0/s72-c/carro%C3%A7a+de+flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-8092675971606848302</id><published>2007-05-24T02:39:00.000+01:00</published><updated>2007-05-24T04:39:34.479+01:00</updated><title type='text'>Um Meme</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agradeço à Graça Pires, do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ortografiadoolhar.blogspot.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ortografia do Olhar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; a simpatia por me ter incluído nesta corrente. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Meme (*) escolhido:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Excerto de "Fragmentos de um Discurso Amoroso"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de &lt;em&gt;Roland Barthes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;"A linguagem é uma pele: esfrego a minha linguagem contra a do outro. É como se tivesse palavras de dedos ou dedos na extremidade das minhas palavras. A minha linguagem treme de desejo. A emoção resulta de um duplo contacto: por um lado, toda uma actividade de discurso vem acentuar discretamente, indirectamente, um significado único, que é "eu desejo-te", e liberta-o, alimenta-o, ramifica-o, fá-lo explodir (a linguagem tem prazer em tocar-se a si própria); por outro lado, envolvo o outro nas minhas palavras, acaricio-o, toco-lhe, mantenho este contacto, esgoto-me ao fazer durar o comentário ao qual submeto a relação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;(Falar apaixonadamente é gastar sem termo, sem crise; é manter uma relação sem orgasmo. Existe talvez uma forma literária para este &lt;em&gt;coitus reservatus:&lt;/em&gt; é a afectação.)"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Agora os seis nomeados (todos do género masculino, só agora reparo na coincidência) para darem continuidade (ou não) a esta corrente, facto que fica ao critério de cada um, naturalmente:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://sonhocomandavida.blogspot.com"&gt;Disperso Escrevedor &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://dovoar.blogspot.com"&gt;Dovoar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://folhasdagaveta.blogspot.com"&gt;Folhas da Gaveta&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://nimbypolis.blogspot.com"&gt;Nimbypolis&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://ni,byplois.blogspot.com"&gt;O Sal da Nossa Pele&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://latidosemdono.blogspot.com"&gt;Viagens na Aldeia&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Antecipadamente grata, desculpem qualquer coisinha... ;)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre:&lt;br /&gt;Um meme, termo cunhado em &lt;a title="1976" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1976"&gt;1976&lt;/a&gt; por &lt;a title="Richard Dawkins" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Dawkins"&gt;Richard Dawkins&lt;/a&gt; no seu bestseller controverso &lt;a title="O Gene Egoísta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Gene_EgoÃ&amp;shy;sta"&gt;O Gene Egoísta&lt;/a&gt;, é para a &lt;a title="Memória" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MemÃ³ria"&gt;memória&lt;/a&gt; o análogo do &lt;a title="Gene" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gene"&gt;gene&lt;/a&gt; na &lt;a title="Genética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GenÃ©tica"&gt;genética&lt;/a&gt;, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de &lt;a title="Informação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/InformaÃ§Ã£o"&gt;informação&lt;/a&gt; que se multiplica de &lt;a title="Cérebro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CÃ©rebro"&gt;cérebro&lt;/a&gt; em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como &lt;a title="Livro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro"&gt;livros&lt;/a&gt;) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que respeita à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de &lt;a title="Evolução cultural" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EvoluÃ§Ã£o_cultural"&gt;evolução cultural&lt;/a&gt; que pode de alguma forma autopropagar-se. Os memes podem ser &lt;a title="Ideia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideia"&gt;ideias&lt;/a&gt; ou partes de ideias, &lt;a title="Língua" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/LÃ&amp;shy;ngua"&gt;línguas&lt;/a&gt;, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como &lt;a title="Memética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MemÃ©tica"&gt;memética&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Quando usado num contexto coloquial e não especializado, o termo meme pode significar apenas a transmissão de informação de uma mente para outra. Este uso aproxima o termo da analogia da "linguagem como vírus", afastando-o do propósito original de Dawkins, que procurava definir os memes como replicadores de comportamentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-8092675971606848302?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/8092675971606848302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=8092675971606848302' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/8092675971606848302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/8092675971606848302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/05/um-meme.html' title='Um Meme'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-834213464377356404</id><published>2007-05-21T13:40:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:23.960+01:00</updated><title type='text'>Papoilas Ondulantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RktsEcTUYyI/AAAAAAAAABA/rIIZ2mWXte8/s1600-h/papoilas+ondulantes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065261029480751906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RktsEcTUYyI/AAAAAAAAABA/rIIZ2mWXte8/s400/papoilas+ondulantes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Maio. Mês das papoilas. Papoilas ondulantes ao vento. Este vento agreste que nem em plena Primavera nos abandona. Apetece rebolar nos campos repletos de papoilas. Não o faço porque os estragos seriam muitos. Após a minha passagem, ficaria um rasto de papoilas dobradas, amachucadas, mortas. Não quero isso. Contento-me em olhá-las. Assim, tenho a garantia de não as molestar e poder deixá-las continuar a oferecer-me o espectáculo da sua beleza durante o tempo possível.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esta manhã fui passear por um vasto campo de papoilas. Era um imenso tapete, um manto sem princípio nem fim. Algures, no meio, surgiu uma clareira. Deitei-me nela. O meu corpo estendido, completamento descontraído, em contacto directo com a terra. Eu era uma ilha num mar de papoilas. Deixei que o cheiro da terra me penetrasse as narinas, me irrompesse através da pele e alcançasse o mais íntimo de mim. Imaginei que o chão era o meu amante e o vento que, rentinho, passava por mim com suavidade, me acariciava como ele o teria feito. Uma aventura telúrica. Como testemunhas do meu prazer apenas as lindas e doces papoilas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quando se vive num ermo, simultaneamente selvagem e puro, a aspereza da terra chega a parecer meiguice. A mente deixa-se invadir por sonhos, como por cavalos a galope, e o corpo, o corpo acaba por sentir o que o imaginário quer que seja sentido. Hoje fui uma mulher muito amada e amei profundamente. Depois do turbilhão de emoções, de ter sido assaltada por uma enxurrada de sentimentos voluptuosos, voltei para casa com a leveza de quem tinha sabido o que era o amor físico, mesmo que tudo se tenha passado só entre mim e a natureza. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-834213464377356404?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/834213464377356404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=834213464377356404' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/834213464377356404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/834213464377356404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/05/papoilas-ondulantes.html' title='Papoilas Ondulantes'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RktsEcTUYyI/AAAAAAAAABA/rIIZ2mWXte8/s72-c/papoilas+ondulantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-2136226856022560952</id><published>2007-05-16T20:13:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:24.069+01:00</updated><title type='text'>Disse-me um passarinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RktbYMTUYxI/AAAAAAAAAA4/P90DSc9cf4Q/s1600-h/passarinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065242677085496082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RktbYMTUYxI/AAAAAAAAAA4/P90DSc9cf4Q/s400/passarinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Disse-me um passarinho que a vida não é só tristeza. Que há lugares de alegria, onde as pessoas cantam, dançam e riem, com gargalhadas autênticas, sonoras, soltas de dentro para fora. Que há &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;cidades onde o quotidiano, de tão preenchido, pode parecer alucinante, a quem chega de um sítio calmo e sereno como este em que habito. Que, por vezes, as pessoas que vivem nas grandes cidades passam o dia a corrrer, de um lado para o outro, de casa para o trabalho, no trabalho a trabalhar, do trabalho para o restaurante, do restaurante para o cinema, do cinema para o bar, do bar para casa, onde dormem escassas horas para, no dia seguinte, recomeçarem no mesmo vai-vém de loucos. Que algumas pessoas, nas cidades, ganham muito dinheiro e logo de seguida o gastam, sem dar por isso, e ficam cheios de dívidas, mas continuam a viver como se fossem ricos, livres e despreocupados porque logo, logo, voltarão a ganhar muito dinheiro, que poderão gastar a seu bel-prazer até voltarem a ficar cheios de dívidas. Sempre com ar de ricos, felizes, como se a vida não fosse senão isso. O passarinho disse-me que isto não é tristeza. Eu achei triste. Gosto da parte da música, da dança, das risadas despreocupadas, noite fora, como se os tempos difíceis nunca estivessem para vir e a morte pudesse ser permanentemente adiada. Agora, aqui para nós, que temos cabecinha para pensar, não será tudo isso ilusório? Uma vida de faz-de-conta encenada até ao dia em que termina... e afinal o que fica, depois de tudo acabado? Um frenesim sem-sentido. Um nasce-vive-morre sem estória. Se isto não é triste, o que será?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disse-me um passarinho que a vida não é só tristeza. Acredito, a sério que acredito. Não me parece, no entanto, que seja nessa balbúrdia das grandes cidades que mora a verdadeira alegria. Não, disso não me consegue ele convencer. Vou continuar a ouvi-lo a ver se percebo o que ele quis dizer para além do que disse. Talvez não me tenha dito tudo. Talvez a intenção seja essa e nunca me chegue a dizer tudo, para que eu tenha de demonstrar esforço e, pelos meus próprios meios, descubra o segredo da alegria. Da alegria fora daqui, bem se vê, porque esta conheço eu bem. Não me chega, eu sei. Não me contento com a alegria que conheço e que deverá ser ínfima quando comparada com a tal alegria que o passarinho diz existir. Duma coisa tenho a certeza: vou continuar a procurá-la, ai isso vou!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-2136226856022560952?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/2136226856022560952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=2136226856022560952' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/2136226856022560952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/2136226856022560952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/05/primavera-na-montanha.html' title='Disse-me um passarinho'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RktbYMTUYxI/AAAAAAAAAA4/P90DSc9cf4Q/s72-c/passarinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998678882109402400.post-6635956152507716043</id><published>2007-05-14T16:51:00.000+01:00</published><updated>2008-12-09T03:22:24.315+01:00</updated><title type='text'>O mar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RkiMSRCrffI/AAAAAAAAAAU/0COlRT9bVCQ/s1600-h/Farol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064452026418298354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RkiMSRCrffI/AAAAAAAAAAU/0COlRT9bVCQ/s400/Farol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gostava de um dia ver o mar. Tenho lido que não há grandeza que se lhe compare. Dizem mesmo que este planeta que nos acolhe é constituído por uma massa aquática muitas vezes superior à terrestre. Ouvi contar aos anciãos que, lá mais para sul, há muita água. Tanta que se perde de vista. Não um ribeiro, ou um rio, mas dessa água imensa a que chamam mar e que faz parte de um oceano. Depois, como a terra é redonda e os continentes são como grandes ilhas, há quem afirme que os oceanos estão todos ligados entre si e que, no fim das contas, acabam por ser um único. Conta-se que a vastidão desse mar é tanta que as embarcações que por lá navegam (com os mais variados nomes, formas e dimensões) têm que ser avisados, através de faróis que existem em terra, de que o líquido em que se deslocam termina abruptamente, aqui e ali, numa falésia rochosa ou numa praia de areia macia e dourada, para que não embatam furiosamente ou fiquem encalhados, sem saída. No outro dia, encontrei uma fotografia de uma casa num penhasco com uma torre, do alto da qual parece ser emitida uma luz. Imaginei logo que fosse um farol. O que me vale são estas imagens, as quais vou colando à minha imaginação e, pelo menos para mim, fazem sentido. Mas lá que gostava de um dia ver o mar, gostava. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998678882109402400-6635956152507716043?l=ventodoagreste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/feeds/6635956152507716043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7998678882109402400&amp;postID=6635956152507716043' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6635956152507716043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998678882109402400/posts/default/6635956152507716043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ventodoagreste.blogspot.com/2007/05/gostava-de-um-dia-ver-o-mar.html' title='O mar'/><author><name>mafalda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11303279278373472639</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PE_3bgFn2_E/RkiMSRCrffI/AAAAAAAAAAU/0COlRT9bVCQ/s72-c/Farol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry></feed>
