
O meu amigo Paulo de Carvalho , a partir de um comentário que fiz ao seu poema "Movimento a um tempo de pausa", transfomou as minhas palavras, em prosa corrida, em algo que me atrevo a considerar, com esta nova estrutura, uma tentativa poética. Aqui reproduzo, com muito carinho, o novo arranjo com que ele me brindou:
Na casa do alto do monte
[apesar do vento agreste
os teus versos ecoam
- memórias de lendas antigas
chegam-me os sons de cordas tocadas
[por bardos e menestréis
em alaúdes e bandolins.
Nas tuas palavras soam...
as mais lindas baladas que algum trovador já cantou.
Contigo, regresso a um passado imaginário
[onde, no intervalo das danças
bobos da corte exibem
- acrobacias
os cavaleiros bebem
- doces néctares
e as damas sorriem
- e murmuram disfarçando contidos pudores
Na casa do alto do monte
[apesar do vento agreste
os teus versos ecoam
- memórias de lendas antigas
chegam-me os sons de cordas tocadas
[por bardos e menestréis
em alaúdes e bandolins.
Nas tuas palavras soam...
as mais lindas baladas que algum trovador já cantou.
Contigo, regresso a um passado imaginário
[onde, no intervalo das danças
bobos da corte exibem
- acrobacias
os cavaleiros bebem
- doces néctares
e as damas sorriem
- e murmuram disfarçando contidos pudores
e abanando os leques.
Obrigada, Paulo (assim até parece que sou um "bocadinho" poeta...).
Obrigada, Paulo (assim até parece que sou um "bocadinho" poeta...).
4 comentários:
Passeei-me por aqui ontem...
Mas as tuas palavras são sempre poesia, ou prosa poética, Mafalda. e tu sabes...
Irei voltando à espera de novidades...
Um beijo
Obrigada pelo incentivo das tuas palavras, sempre tão carinhosas.
Beijos grandes, minha amiga Maria (a da ilha, eu sei...) :)
A propósito, um dia destes tenho que te contar as minhas aventuras na minha grande proeza de ter visitado, pela primeiríssima vez, a tua amada ilha... e como eu gostei de lá ter estado!...
Mais um beijo com muito afecto.
Espero que estejas um bocadinho menos zangada comigo e que um dia me convides a ir aí à tua casa do monte, visitar-te e ao meu tio.
Beijinhos.
Olá Teresa Sofia,
Nunca estive zangada contigo... apenas te achei pouco amistosa, arisca mesmo e, sabendo do afecto que o teu tio nutre por ti, fiquei triste, mas lá que não prenunciei nada de bom para a nossa relação futura (minha e tua, claro!) é uma verdade que não vou esconder.
É óbvio que, ao que tudo indica, me enganei. Nós temos mesmo é que nos encontrar e conversar e, depois, quem sabe? Não vamos fazer futurologia, mas tudo pode acontecer! :)
Podes vir cá sempre que quiseres. Será um prazer imenso que dás ao teu tio e, eu própria, reconheço que começo a criar expectativas agradáveis em relação ao nosso encontro e subsequente convívio. Combina lá isso com o Gervásio que, podes ter a certeza, serás muito bem recebida, neste monte onde o vento nunca pára de soprar...
Beijos.
Mafalda
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